Emoções

Como combater as emoções tóxicas

Quem nunca sentiu frustração, ciúme, culpa, vergonha, angústia ou ansiedade? Estas emoções podem ser tóxicas e são capazes de nos fazer perder o controle. Aprender a detetá-las é o primeiro passo para evitá-las.

  • Máscaras expostas na mostra Máscaras expostas na mostra "Máscaras-Magia-Arte-Transformação", no Museu Silesian em Katowice, Polônia. EFE/Andrzej Grygiel
Máscaras expostas na mostra

O livro “Emoções Tóxicas” (Ed. Thomas Nelson Brasil) do terapeuta familiar argentino Bernardo Stamateas é uma verdadeira guia para identificar esses sentimentos e impedir que eles nos bloqueiem.

Todas as emoções têm uma função adaptativa, ou seja, transmitem uma mensagem”, diz o especialista, que explica que a forma de administrar essas emoções é o que vai determinar se elas são tóxicas ou não.

Segundo Stamateas, há duas maneiras de gerir as emoções:

  • Estilo encapsulador: Reprime as emoções. A pessoa não expressa o que sente e a emoção termina explodindo por dentro.
  • Estilo explosivo: A pessoa acredita que expressar todos os sentimentos é saudável e coloca para fora tudo o que sente. O autor, no entanto, afirma que esta atitude não é boa. Para ele, as pessoas que garantem que “sempre dizem tudo o que sentem” são imaturas. Ele adverte que este comportamento se torna tóxico porque não controlar as emoções “provoca uma catarse permanente, o que termina gerando uma doença”

O stress é a forma emocional de todas as doenças”, ele dá força as que já existem e faz aparecer novas.

Quando a emoção se torna tóxica:

  • Frustração: “estar frustrados nos permite fazer novas descobertas”, o segredo é saber tolerar a frustração, ou seja, saber aceitar que não podemos ter tudo na vida. Para impedir que esta emoção se torne nociva, devemos aprender a identificá-la e combiná-la com esforço para que a frustração se transforme em um incentivo para conseguir o sucesso.
  • Ciúme: “trata-se de um medo a perder e isso sempre é tóxico”, afirma Stamateas, que explica que o ciumento se equivoca ao pensar que o controle sobre o outro ajudará a melhorar sua autoestima. Para os casais, ele aconselha aceitar que “todos desejamos e somos desejados” e lembra que a liberdade é essencial no amor. Além disso, ele sugere que o ideal é avaliar fatos concretos e nunca fazer interpretações.
  • Culpa: “é uma dívida imaginária que pagamos com dor”. Se essa dívida é fruto de um erro real, ela é terapêutica e reparadora, mas se nos sentimos culpados sem ter feito nada, a culpa vira uma emoção tóxica. Administrar a culpa com maturidade significa aprender com o erro cometido e evitar cometê-lo no futuro.
  • Vergonha: “a culpa é sentir que fizemos algo mau, a vergonha é sentir que somos maus”. Esta emoção nasce quando achamos que temos um defeito e que, se ele for descoberto por outras pessoas, elas vão se afastar de nós. “A vergonha pode provocar desde timidez até fobia social”, adverte Stamateas. Para evitar a toxicidade da vergonha o ideal é saber que “cometer um erro não significa ser um erro”. O ideal é ver o erro como uma oportunidade que nos permite crescer.
  • Angústia: o autor descreve esta emoção como “uma sensação de aperto no peito” como resultado da falta de alternativas e da impotência diante de uma situação. Para diminuir a ansiedade não devemos perguntar por quê isto está acontecendo, mas sim tentar enfrentar a situação e construir alternativas.
  • Ansiedade: “é uma cadeia de preocupações exageradas e persistentes por causa um ou diversos temas”, diz o psicólogo, que explica que esta emoção não é ruim porque é uma força. Ela é tóxica quando nos bloqueia e nos faz ver uma única opção, em vez de nos ativar para que avaliemos a situação e escolhamos as opções mais convenientes.
  • Rejeição: “é a sensação de não ser suficiente para o outro”, comenta Stamateas. Ela mingua a autoestima, causa frustração e gera mais rejeição para evitar ser rejeitado outra vez. Esta emoção pode produzir duas condutas nocivas:
  1. Sentimento de onipotência: a pessoa não se importa com a opinião de ninguém.
  2. Comportamento suplicante: a pessoa quer agradar todo o mundo e pede “esmolas afetivas para combater a rejeição”

Para evitar que esta emoção se torne tóxica, o especialista aconselha que nos centremos em nós mesmos e em quem somos. O ideal é destacar nossas fortalezas e não nossas debilidades, e arriscar! “Normalmente os arrependimentos surgem por coisas que não fizemos”.

Ferramentas para controlar as emoções:

A emoção e o pensamento são as duas caras de uma mesma moeda”, diz Stamateas. As emoções nos permitem pensar de uma determinada maneira e, ao mesmo tempo, os pensamentos ativam determinadas emoções. Para administrar bem as emoções, o especialista aconselha:

  • Identificar o que sentimos: as emoções são uma “fonte de sabedoria” e não devemos reprimi-las.
  • Transformar as emoções em um instrumento para pensar melhor e não para decidir: saber o que devemos fazer em uma situação particular é inteligência emocional. É importante trabalhar a capacidade de pensar nas melhores alternativas, palavras e atitudes que nos ajudem a conseguir resultados positivos.
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Publicado em Dicas e curiosidades

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