CONGELAMENTO DE TECIDOS

Com futura fertilidade em risco, menino tem tecido testicular congelado

Uma criança de 9 anos com um tumor cerebral se tornou a primeira pessoa no Reino Unido a ter o tecido testicular congelado com a esperança de poder ter filhos futuramente.

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Com futura fertilidade em risco, menino tem tecido testicular congelado

Uma criança de 9 anos com um tumor cerebral se tornou a primeira pessoa no Reino Unido a ter o tecido testicular congelado com a esperança de poder ter filhos futuramente, informou a imprensa britânica ontem (23).

Nathan Crawford, morador do condado da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, precisa ser submetido à quimioterapia para tratar um tumor cancerígeno, procedimento que pode deixá-lo estéril.

Os médicos acreditam que o congelamento do tecido permitirá que essa parte seja reimplantada quando Nathan chegar à adolescência. O procedimento pioneiro foi realizado por cirurgiões do hospital John Radcliffe de Oxford, no sul do país.

Nathan tem um tipo de tumor denominado glioma, que surge a partir das células gliais, mas está muito perto do tecido cerebral vital, por isso fica inoperável porque a cirurgia pode danificar funções importantes do cérebro.

O menino já foi submetido à radioterapia e atualmente recebe uma segunda sessão de quimioterapia, de modo a reduzir o tamanho do tumor, segundo os médicos.

Antes da quimioterapia, os médicos ofereceram à família a possibilidade de congelar o tecido testicular. Assim, os cirurgiões extraíram em uma intervenção de 30 minutos o tecido de um dos testículos da criança para ser congelado, pois a amostra contém células-tronco de esperma.

Uma vez reimplantado o tecido na adolescência, as células devem começar a produzir esperma, segundo os médicos, que acreditam que a técnica tem 80% de chances de sucesso.

Os especialistas também esperam que o tumor cerebral possa ser reduzido com uma quimioterapia intensiva.

Estimativas apontam para o surgimento de 1,5 mil novos casos de câncer em menores de 15 anos no Reino Unido, mas muitos tratamentos deixam os pacientes com problemas de fertilidade.

O padrasto de Nathan, Jonathan Alison, contou à imprensa britânica que notaram que o menino não estava bem em janeiro deste ano.

“Nathan tinha cada vez mais dores de cabeça e também ficava com a visão confusa. No início pensamos que isso se devia ao fato de passar muito tempo no videogame”, afirmou Alison.

No entanto, o oftalmologista que atendeu o menino o encaminhou imediatamente aos médicos de um hospital de Bristol, no oeste da Inglaterra, que diagnosticaram o problema.

No início deste ano, uma mulher belga deu à luz um bebê após ser submetida a um tratamento similar, depois que os médicos a reimplantaram o tecido dos ovários que tinha sido congelado quando era criança.

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