DSTs

Clamídia pode aumentar possibilidade de aborto em até 10 vezes

Estudo realizado em conjunto com hospitais e nele também participaram pacientes e residentes em ginecologia e obstetrícia.

  • EFE/Zayra MoEFE/Zayra Mo

A presença da bactéria Chlamydia trachomatis, causadora da clamídia, pode aumentar em até dez vezes a possibilidade de uma mulher sofrer aborto, segundo uma pesquisa do especialista em biomedicina Alejandro Rosas Cabral.

“Alguns agentes infecciosos habitualmente não são estudados em pacientes grávidas e sua relação com o risco de apresentar um aborto”, advertiu o cientista da Universidade Autônoma de Aguascalientes (UAA).

Cabral explicou que quando uma mulher sofre um aborto e depois não consegue engravidar, normalmente acaba procurando uma clínica de fertilidade, onde são estudadas os motivos da perda do bebê e alguns agentes infecciosos e alterações anatômicas, mas não outras causas.

“Outros elementos passam despercebidos, como a clamídia”, disse.

A Chlamydia trachomatis é uma bactéria de pequeno tamanho cuja infecção provoca a doença sexualmente transmissível mais frequente nos países industrializados pois, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 131 milhões de pessoas são infectadas com esta bactéria anualmente.

Há diferentes sorotipos dentro dessas bactérias, que são os responsáveis por três grandes grupos de infecções: o linfogranuloma venéreo, o tracoma e as infecções genitais e perinatais.

Cabral explicou que, apesar de ser uma bactéria fácil de erradicar com antibióticos de uso frequente, os ginecologistas não suspeitam da clamídia porque normalmente não é estudada.

Em sua pesquisa, o especialista encontrou a relação entre alguns agentes infecciosos em mulheres grávidas e sua ligação com o risco de sofrer um aborto, e concluiu que o risco de aborto pode ser dez vezes maior com a presença da bactéria.

O estudo foi realizado em conjunto com hospitais e nele também participaram pacientes e residentes em ginecologia e obstetrícia.

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Publicado em Saúde sexual

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