TUMOR FACIAL

Cirurgiões extirparão tumor facial de 4,5 kg de adolescente cubano em Miami

O tumor afeta gravemente a estrutura óssea da mandíbula e o nariz de Emanuel Zayras, que nasceu com uma displasia fibrosa poliostótica.

  • EFE/ Arquivo.EFE/ Arquivo.
EFE/ Arquivo.

Um grupo de cirurgiões extirpará no próximo dia 12 de janeiro um tumor facial benigno de 4,53 kg de um adolescente cubano de 14 anos, anunciou o hospital Jackson Memorial e a Universidade de Miami.

O tumor, do tamanho de uma bola de basquete, afeta gravemente a estrutura óssea da mandíbula e o nariz de Emanuel Zayras, que nasceu com uma displasia fibrosa poliostótica, uma condição que substitui áreas ósseas com tecido fibroso.

Este transtorno afetou Zayras nas extremidades e no crânio desde os dois anos, mas a partir dos 11 um volume ao lado do nariz começou a crescer de forma excessiva, o que dificulta a respiração e alimentação do jovem até causar uma desnutrição “extrema”.

Robert Marx, chefe de cirurgia oral e maxilofacial do UHealth, Sistema de Saúde da Universidade de Miami, e um dos poucos médicos no país que se especializa em operações de tumores de tamanho extremo, soube do caso há dois meses e se prontificou a operar o jovem.

“O tumor dá medo pelo seu tamanho. É grave porque se não for extirpado, o peso do tumor impediria sua respiração e romperia o pescoço”, disse Marx à Agência Efe.

Este caso tem dois precedentes, o da jovem haitiana Marlie Casseus e o da vietnamita Lai Thi Dao, ambas com tumores faciais de 7 quilos, que em 2008 foram operadas pelo mesmo médico.

“Tanto Marlie como Lai Thi Dao voltaram aos seus países, à sua escola, e são parte de suas comunidades. Estou contente e orgulhoso por elas”, afirmou o cirurgião.

A equipe do Holtz Children’s Hospital, divisão pediátrica do Jackson Memorial, onde será feita a cirurgia, espera “conseguir o mesmo com Emanuel”, mas para isso serão necessárias “umas quatro, talvez cinco intervenções”.

A primeira delas será realizada em 12 de janeiro, que servirá para extirpar por completo o tumor, para depois iniciar a reconstrução do rosto.

A mãe do menino, Melvis Vizaino, disse que foi um “milagre” as imagens de seu filho chegarem ao doutor Marx, depois de procurar por tratamento médico durante três anos, e agradeceu a toda a equipe pela “compaixão” que mostraram.

“Em Cuba era muito difícil encontrar um tratamento. Emanuel já não podia sair de casa. Foi um sonho e um presente encontrar um médico que tem ajuda e solução para ele”, disse Melvis à Efe.

O programa “IKF Wonderfund“, da Jackson Health Foundation, organização que ajuda crianças de todo o mundo a obter tratamentos médicos, arrecada fundos para ajudar o jovem, “tudo para que Emanuel possa voltar à normalidade e a ser proprietário de sua vida”, concluiu a mãe.

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Publicado em Ciência Médica

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