FEBRE AMARELA

Cinco dicas para prevenir a Febre Amarela

Com o aumento das incidências de macacos mortos e número de pessoas com o vírus da febre amarela em São Paulo, o EFESaúde reuniu algumas dicas que recebeu para combater a doença.

  • Arquivo. EFE/Jean-Christophe BottArquivo. EFE/Jean-Christophe Bott
Arquivo. EFE/Jean-Christophe Bott

febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores, que pode ocorrer tanto em regiões urbanas como também em ambientes silvestres. Quando disseminada nas cidades, é denominada Febre Amarela Urbana e é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti – o mesmo que transmite a dengue.

Vale esclarecer que não existe, até o momento, a forma de transmissão de febre amarela entre pessoas, somente por meio do mosquito. Por isso, qualquer pessoa não vacinada que resida ou viaje para as áreas onde a doença estiver disseminada corre o risco de contraí-la.

Normalmente, a maioria das pessoas que adquire o vírus não apresenta sintomas. Os indícios mais comuns são: febre baixa, dores musculares, dor de cabeça e nas articulações, náuseas, vômitos e fraqueza. Alguns pacientes podem apresentar sintomas mais graves, como febre alta, pele amarelada (icterícia), vômitos com sangue, urina escura, sangramentos e olhos avermelhados. Por isso, separei algumas dicas para a prevenção da doença:

1. Vacine-se: recomendada nas ações de rotina em grande parte do país, a vacina da febre amarela deve ser aplicada em residentes da Área de Recomendação da Vacina (ACRV) ou em viajantes que se deslocam para essas regiões. O Ministério da Saúde passou a adotar dose única da vacina para as áreas com recomendação de vacinação em todo o país e reforça que a dose fracionada é tão eficaz quanto a vacina na dose padrão, sendo a única diferença o tempo de proteção de, pelo menos, um ano.

Esse medicamento é composto por vírus vivos moderados do Cepa 17D. O frasco contém substâncias desidratadas acompanhadas por soro fisiológico. Realizar a vacinação previne doenças – em humanos e outros vertebrados – causada pelo vírus da família dos Flavivírus. Atualmente, a pessoa deve administrar duas doses com um intervalo de dez anos entres ambas vacinas. Fora do Brasil, a Organização Mundial da Saúde recomenda uma dose;

2. Consulte o médico caso tenha sintomas: os sintomas costumam surgir de três a cinco dias após a picada do transmissor. A taxa de mortalidade da doença pode chegar até 80%, podendo ser comparada com a de vírus como o ebola e Marburgo e outras infecções virais hemorrágicas. Caso sinta um dos sintomas já citados, procure imediatamente ajuda médica para receber o tratamento adequado e não agravar seu estado de saúde;

3. Use repelente: o uso de repelentes de insetos é uma boa alternativa para se proteger do mosquito transmissor. O ideal é aplicar periodicamente o produto nas áreas expostas do corpo como pescoço, braços, pernas e mãos, de três em três horas. Em estações mais quentes, em que o contato com o sol é inevitável, é importante usar protetor solar e o repelente simultaneamente;

4. Remova possíveis focos de reprodução do mosquito: evite manter recipientes com água parada no interior e exterior da sua casa. Geralmente, os insetos depositam seus ovos em locais com água parada, como por exemplo, baldes, poças de água, esgotos, jarros, pneus velhos e bebedouros de animais. Com a umidade, os ovos desenvolvem-se e dão origem a larvas e, consequentemente, a novos insetos. Coloque os resíduos domésticos como lixo, por exemplo, em sacos plásticos fechados ou em baldes com tampa;

5. Não acredite em mitos: a vacina contra a febre amarela é 100% segura e de elevada eficácia. Os efeitos colaterais são poucos e controlados. O médico responsável pela aplicação da vacina pode esclarecer qualquer tipo de dúvida sobre o assunto. Não existem evidências clínicas de que a vacina provoque disfunções sexuais, amputações ou outras doenças súbitas. Não dê crédito a esses tipos de mitos.

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