PLACEBO

Cientistas investigam como genética pode interferir em respostas a placebo

A compreensão dos processos genéticos de resposta ao placebo pode contribuir para o aprimoramento dos tratamentos médicos, indicou uma investigação publicada nesta segunda-feira pela revista científica “Cell Press”.

  • mas infoCuenca. 08.02.01. CU/01. Técnicos especialistas durante el transcurso de los Test Prionicos que se estan llevando a cabo en los Laboratorios del centro de Albaladejito de Cuenca, siendo uno de los dos laboratorios que cubren la Comunidad de Castilla- La Mancha. SANTIAGO TORRALBA. EFECientistas investigam como genética pode interferir em respostas a placebo
Cientistas investigam como genética pode interferir em respostas a placebo

A compreensão dos processos genéticos de resposta ao placebo pode contribuir para o aprimoramento dos tratamentos médicos, indicou uma investigação publicada nesta segunda-feira pela revista científica “Cell Press”.

“Entender os genes relacionados com as respostas ao placebo abre a possibilidade para melhorar a resposta dos pacientes aos tratamentos médicos e farmacêuticos e aperfeiçoar a pesquisa sobre as diferentes reações ao placebo”, explicou a autora principal do estudo, Kathryn Hall.

Hall e sua equipe analisaram se os processos biológicos dos pacientes que respondem ao efeito placebo são diferentes dos que não o fazem.

Estudos anteriores revelaram que certas vias nervosas ajudam a acelerar o efeito placebo, enquanto os cientistas do Beth Israel Deaconess Medical Center de Boston (EUA) analisaram se as variações genéticas nessas vias podem modificar o efeito placebo.

“Estas conclusões abrem a possibilidade de usar exames genéticos para identificar os transmissores do placebo. Mas poderiam existir conflitos éticos ao realizar provas genéticas para determinar se um paciente é sensível ao placebo”, argumentaram os pesquisadores.

Estas revelações poderiam dirigir melhor a seleção dos pacientes para os ensaios médicos, por exemplo ao assinalar os que deveriam ser excluídos porque têm tendência a experimentar melhora independentemente do tratamento que receberem.

“São hipótese novas que, até onde sabemos, não foram ainda abordadas pela literatura científica. É necessário mais investigação neste sentido”, disse Hall.

“Nossa proposta de incorporar estudos de placebo nos futuros testes médicos é inovadora e pode representar uma redução considerável de despesas, além de oferecer conhecimentos sobre os mecanismos envolvidos na resposta ao placebo em uma ampla variedade de doenças e tratamentos”, acrescentou o especialista.

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Publicado em Ciência Médica

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