MALÁRIA

Cientistas identificam composto que pode ser usado em remédios contra malária

A pesquisa é liderada por Ian Gilbert, da Universidade de Dundee (Reino Unido), com participação de cientistas da Austrália, Espanha, Estados Unidos, Suíça e Holanda.

  • mas infoPXA03. CALCUTA (INDIA), 05/08/2010.- Un operario coloca muestras de sangre en una clínica de malaria, en Calcuta, el 5 de agosto de 2010. La corporación municipal de Calcuta ha tomado medidas para combatir el incremento de casos de malaria. EFE/Piyal AdhikaryCientistas identificam composto que pode ser usado em remédios contra malária
Cientistas identificam composto que pode ser usado em remédios contra malária

Uma equipe internacional de cientistas identificou um novo e potente composto contra a malária, com um mecanismo de ação inovadora e testado com sucesso em ratos, que poderia se transformar em um remédio para prevenir a doença por meio de uma só dose e com um custo menor que 1 euro.

Em artigo publicado na última edição da revista “Nature”, os pesquisadores chamaram o composto de DDD107498, afirmando que ele é capaz de atuar em distintas fases da vida do “Plasmodium falciparum”, o parasita da malária.

A pesquisa é liderada por Ian Gilbert, da Universidade de Dundee (Reino Unido), com participação de cientistas da Austrália, Espanha, Estados Unidos, Suíça e Holanda.

O parasita da malária desenvolveu múltiplas resistências aos medicamentos ao longo dos anos e também começa a resistir ao tratamento atualmente recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, segundo os autores desse estudo, a doença exige alternativas urgentes.

“Ele é um antimalárico muito potente e sua principal característica é ser capaz de atuar em distintas fases da vida do parasita, incluindo a de transmissão da doença”, disse à Agência Efe Francisco Javier Gamo, um dos pesquisadores envolvidos no estudo e diretor da Unidade de Malária da companhia GlaxoSmithKline (GSK).

A infecção no ser humano não ocorre diretamente no sangue. Quando o mosquito portador do parasita (Anopheles) pica uma pessoa, partes do protozoário se dirigem ao fígado e lá se desenvolvem. No local, um único parasita pode gerar até 10 mil novos protozoários, iniciando assim os sintomas da doença.

“Se essa divisão não for controlada pode estourar os vasos sanguíneos, a irrigação e, inclusive, levar a pessoa a morte”, explicou o pesquisador.

Além disso, o composto evita a transmissão do parasita através do mosquito, diminuindo assim novos casos da doença.

Os pesquisadores comprovaram a eficácia do composto em ratos, sua potência, solubilidade e estabilidade. Para isso, usaram glóbulos vermelhos de humanos nos animais, reproduziram a doença e administraram o composto até constatar que “os parasitas vão desaparecendo até serem eliminados”, revelou Gamo.

O próximo passo, já em andamento, é seu desenvolvimento pré-clínico, fase na qual será testada a toxicidade em humanos e sua segurança.

Os autores do estudo estimam que o futuro medicamento custará menos de 1 euro, “o que é importante porque a maior parte das pessoas com malária vivem na pobreza”, disse Gamo.

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Publicado em Ciência Médica

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