EBOLA CIÊNCIA

Cientistas exigem manutenção do alerta para conter possível avanço do ebola

“É preciso enfrentar o estado atual da doença, mas, sobretudo, devemos nos preparar para futuras epidemias, porque elas surgirão”, alertou em entrevista coletiva o diretor-geral do Instituto Pasteur, Christian Bréchot.

  • mas info- (ESTADOS UNIDOS), 05/08/2014.- Imagen facilitada hoy 5 de agosto de 2014 por el Centro para el Control y Prevención de Enfermedades (CDC) estadounidense que muestra el virus del Ébola. El Departamento de Salud Pública (CPH) de la ciudad de Columbus (Ohio) confirmó hoy que se investiga un posible caso de ébola en una mujer de 46 años internada en un hospital local después de regresar a Estados Unidos de un viaje por África Occidental. EFE/Frederick A. Murphy **SÓLO USO EDITORIAL**Imagem microscópica do vírus ebola. Foto: DivulgaçãoImagem microscópica do vírus ebola. Foto: Divulgação
Imagem microscópica do vírus ebola. Foto: Divulgação

 Apesar de a expansão do ebola ter se estabilizado e o trabalho dos pesquisadores comece a dar resultados, cientistas alertam que as autoridades não podem baixar a guarda frente a um possível avanço do vírus, disseram nesta quinta-feira os principais responsáveis da luta contra a doença na França.

“É preciso enfrentar o estado atual da doença, mas, sobretudo, devemos nos preparar para futuras epidemias, porque elas surgirão”, alertou em entrevista coletiva o diretor-geral do Instituto Pasteur, Christian Bréchot.

A instituição, que organiza hoje e amanhã um simpósio internacional sobre o ebola, realizou dois projetos de desenvolvimento de vacinas contra a doença em colaboração com a Organização Mundial deSaúde (OMS).

A primeira é de caráter preventivo, baseada em uma fórmula já existente contra o sarampo. A outra tem função terapêutica e, portanto, poderia ser aplicada em pacientes já expostos ao vírus.

Para o presidente do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm), Yves Lévy, a mobilização feita até agora foi correta, mas a coordenação da comunidade científica internacional conduzir o desenvolvimento de uma vacina estável.

Lévy defende que é necessário saber como o vírus circula entre humanos e animais, além das consequências experimentadas por sobreviventes da doença, cuja taxa de mortalidade pode chegar a 90%.

“Devemos iniciar um sistema que localize os futuros vírus e garanta uma detecção precoce”, afirmou o pesquisador do Instituto Pasteur e presidente da London School of Hygiene, Peter Piot, acrescentando que a epidemia evidenciou o fracasso da OMS, que sempre reagiu “tarde demais” nesse tipo de caso.

No entanto, o cientista celebrou o fato de que o trabalho de pesquisa tenha se iniciado em plena expansão da doença e não depois.

“Falta muito trabalho e não deveríamos desperdiçar a oportunidade de conhecer melhor a doença”, defendeu Piot, alertando sobre a possibilidade de novos avanços do vírus.

De acordo com dados divulgados no dia 17 de maio pela OMS, subiu para 11.135 o número de vítimas fatais pela epidemia de ebola em Guiné, Libéria e Serra Leoa, o surto mais mortal até o momento.

O Instituto Pasteur, que compreende 33 institutos em 26 países, coordena 10 centros de pesquisa na África, uma posição de privilégio que, na opinião de Bréchot, obriga o órgão a assumir um “papel fundamental” na formação da comunidade científica africana.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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