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ELA

Cientistas esperam encontrar tratamento para ELA em até 5 anos

A esperança vem de um ensaio clínico que está em andamento em Barcelona, na Espanha, e vai além do principal fármaco contra esse tipo de esclerose, o riluzol

  • O físico Stephen Hawking é portador da ELA. O físico Stephen Hawking é portador da ELA.
  • O físico Stephen Hawking é portador da ELA.
O físico Stephen Hawking é portador da ELA.

Pesquisadores espanhóis estão confiantes de que haverá um tratamento em até cinco anos para a Esclerose Lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa neuromuscular, que tem origem essencialmente genética e é progressiva, podendo começar com uma simples fadiga e chegar em paralisia de alguns músculos.

Só no Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Amiotrófica (ABRELA), aponta aproximadamente 15 mil pessoas com esse tipo de esclerose, enquanto 40 mil sofrem com a doença na Europa.

Diante da gravidade da ELA, que não tem até o momento tratamentos eficientes, o coordenador da Unidade Multidisciplinar do Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, , Josep Gámez, explicou que pode haver um tratamento para a ELA em cinco anos.

Segundo ele, a esperança vem de um ensaio clínico que está em andamento, porque na análise preliminar observaram que os pacientes que fazem parte do teste tiveram melhorias mais significativas do que os que só usaram o fármaco riluzol, princípio ativo mais conhecido por aumentar em três a cinco meses a sobrevida para os portadores da doença.

“O estudo inclui fármacos que não detêm a doença, mas que conseguem reduzi-la”, explicou.

Cura efetiva?

Gámez afirmou que, nos últimos cinco anos, a comunidade científica teve os melhores avanços desde que o médico francês Jean Martin Charcot descobriu a doença, em 1869.

“Estamos muito próximos de encontrar uma cura definitiva, mas precisamos de mais dinheiro. Este é um primeiro passo, se este produto der os resultados esperados, será um atrativo para que a indústria farmacêutica invista mais nesta doença, e em cinco anos poderíamos chegar a um tratamento que pelo menos a detenha”, reiterou.

A ELA atinge 40 mil pessoas na Europa, 20 mil nos Estados Unidos. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Amiotrófica, cerca de 15 mil pessoas sofrem da doença.

Segundo Gámez, “é um número de pacientes pouco interessante para que a indústria farmacêutica desenvolva um remédio, levando em conta que os neurônios não podem se reproduzir”.

Sobre a diversidade de casos, Gámez afirmou que “nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas”, e destacou o caso do cientista britânico Stephen Hawking, que convive com a doença há mais de 60 anos, enquanto a maioria dos pacientes não chega aos cinco anos de sobrevivência se não receberem ventilação invasiva ou não invasiva.

Causas

As causas do surgimento da doença são objeto de estudo, e um dos fatores é a exposição a produtos químicos como pesticidas.

Gámez também lembrou casos como o dos veteranos que estiveram na guerra do Golfo, no início dos anos 90, que apresentaram muitas doenças neurológicas ao retornarem.

“Concluímos que alguns deles tinham transtornos psicológicos, mas tinham três vezes mais chances de desenvolver a ELA”, disse.

Algumas profissões esportivas também foram associadas ao aumento do risco de desenvolver a ELA. Gámez lembrou que 170 ex-jogadores de futebol italianos apresentaram essa doença em 2004, todos na área de Gênova e Florença. Na época se especulou que a exposição ao pesticida usado no gramado e alguns tratamentos especiais para recuperação de lesões podem ter contribuído para o desenvolvimento da Esclerose Lateral Amiotrófica. EFE

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