CIÊNCIA

Cientistas desenvolvem microscópio capaz de achar tumores durante cirurgias

Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista britânica “Nature”, o microscópio pode fotografar, em até 30 minutos, as margens de amostras do tecido mamário com o mesmo nível de detalhamento que os de uma patologia tradicional.

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Foto: USP Imagens

Um grupo de cientistas da Universidade de Washington (UW), nos Estados Unidos, desenvolveu um novo microscópio capaz de detectar tumores na mama durante cirurgias e de examinar biópsias em três dimensões.

Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista britânica “Nature”, o microscópio pode fotografar, em até 30 minutos, as margens de amostras do tecido mamário com o mesmo nível de detalhamento que os de uma patologia tradicional.

“Os cirurgiões estão um pouco às cegas quando realizam estas mastectomias parciais. Frequentemente não detectam um tumor até pelo menos dois de dias mais tarde”, afirmou Jonathan Liu, professor de engenharia mecânica da Universidade de Washington (UW).

“Se conseguirmos fotografar com rapidez a superfície completa ou as margens do tecido mamário cindido durante a operação, podemos detectar se as mulheres têm ainda um tumor no corpo ou não. E isso representaria um grande benefício para outros pacientes com câncer”, acrescentou Liu.

A pesquisa revelou que entre 20% e 40% das mulheres que se submetem a uma lumpectomia têm que passar pela sala de cirurgia uma segunda, uma terceira ou, inclusive, uma quarta vez para eliminar as células cancerígenas que não foram detectadas durante a operação inicial.

O novo microscópio da UW pode fotografar grandes superfícies de tecido a uma resolução muito elevada e criar milhares de imagens bidimensionais por segundo para gerar rapidamente uma reprodução em 3D da amostra da biópsia.

A informação adicional poderia ajudar os médicos, no futuro, a diagnosticar e classificar os tumores com exatidão muito maior.

“Atualmente, os médicos estão muito limitados pelo que podem ver em uma placa de vidro. No entanto, se tiverem informações em 3D, podem ajudar a melhorar consideravelmente a precisão dos diagnósticos dos pacientes”, destacou Adam Glasser, do Laboratório de Biofotônica Molecular da Universidade de Washington e um dos coautores do estudo.

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Publicado em Ciência Médica

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