RETINOSE

Cientistas desenvolvem estimulador que reverte perda de visão por retinose

Cientistas mexicanos desenvolveram um estimulador capaz de reverter a perda de visão em pacientes com retinose pigmentar, uma desordem genética que causa degeneração da retina, informou nesta sexta-feira o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt) do país.

  • mas infoGRA223. CÓRDOBA, 17/06/2015. El director médico del Hospital Innova Ocular La Arruzafa de Córdoba, Juan Manuel Laborda, coloca a Josefa Jiménez, cordobesa de 62 años, invidente durante casi tres décadas a causa de una retinosis pigmentaria, unas gafas con videocámara que le permite percibir imágenes tras una intervención en la que le han implantado un ojo biónico, un microchip en el centro de la retina. EFE/Rafa AlcaideFoto: EFE/Rafa AlcaideFoto: EFE/Rafa Alcaide
Foto: EFE/Rafa Alcaide

Cientistas mexicanos desenvolveram um estimulador capaz de reverter a perda de visão em pacientes com retinose pigmentar, uma desordem genética que causa degeneração da retina, informou nesta sexta-feira o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt) do país.

O dispositivo provoca uma “sensação visual” nos pacientes com incapacidade visual total através de impulsos elétricos, explicou o pesquisador Daniel Robles Camarillo, da Universidade Politécnica de Pachuca, em um documento divulgado pela instituição.

O especialista em engenharia aplicada à medicina disse que a eficácia do aparelho foi comprovada com um tratamento experimental realizado durante 55 semanas em 28 pacientes da Associação para Evitar a Cegueira do México.

“A acuidade visual do olho estimulado foi melhorando em comparação ao não estimulado. Comprovamos que o impulso elétrico é biologicamente compatível e reabilita o olho em nível celular. Recuperar a visão de um paciente que sofre uma doença que o deixa cego de forma paulatina é um dos avanços mais importantes que conquistamos”, assinalou Camarillo.

O pesquisador Luis Niño da Rivera, do Instituto Politécnico Nacional, comentou que os resultados geraram “um grande impacto porque a retinose pigmentar é uma doença incurável” para a qual não há um tratamento que controle seu avanço.

“A estimulação elétrica que propomos não só controla esse avanço, mas permite reverter a perda de capacidade visual no paciente por meio da recuperação celular no nível da retina”, explicou.

Os dois especialistas participaram do desenvolvimento desse estimulador que não requer cirurgia. Ele é aplicado através de dois eletrodos: um, em forma de lente de contato sobre a córnea, e outro na têmpora do paciente.

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Publicado em Ciência Médica

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