ANTIBIÓTICOS

Cientistas descobrem novo antibiótico depois de quase 30 anos

Americanos realizamou uma das maiores descobertas da saúde nos últimos trinta anos com a publicação de um artigo na revista Nature no qual afirmam ter encontrado um novo tipo de antibiótico, segundo eles, mais forte que as drogas existentes.

  • Foto: Marcos Santos / USP ImagensFoto: Marcos Santos / USP Imagens
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Grupo de cientistas americanos realizou uma das maiores descobertas da saúde nos últimos trinta anos com a publicação de um artigo na revista Nature, no qual afirmam ter encontrado um novo tipo de antibiótico, segundo eles, mais forte do que as drogas já existentes.

O antibiotico é a teixobactina. Ela é extraída de uma bactéria presente no solo e tem a capacidade de combater uma “grande quantidade de micróbios que causam doenças”, de acordo com a pesquisa que a imprensa especializada trata como um “game changer” (reviravolta) na área. A descoberta está sendo encarada com otimismo, considerando o aumento das infecções resistentes aos antibióticos existentes.

O antibiótico é responsável pelo rompimento do processo de síntese das paredes celulares das bactérias, e testes realizados com ratos apresentaram que a teixobactina é eficaz no combate às bactérias Staphylococcus aureus, responsável por diversos tipos de infecção, desde espinhas até meningite, a Mycobacterium tuberculous, que causa a tuberculose e a Clostridium difficile, que provoca uma inflamação no cólon.

Apesar do antibiótico ainda não ter sido testado em humanos, o bioquímico Kim Lewis, um dos autores do artigo, afirmou em coletiva de imprensa que dentro de dois anos o teste poderá ser feito em pacientes.

“Esta é uma fonte promissora para os antibióticos em geral e há uma boa chance de reviver este campo”, explicou Lewis.

Tecnologia a serviço da ciência

O estudo de antibióticos em potencial não pode ser realizado em laboratórios apenas. E é por isso que o grupo de pesquisadores desenvolveu um dispositivo eletrônico, o IChip, para isolar os componentes antibióticos de seu habitat natural, o solo.

O IChip faz uma espécie de ‘sanduíche’ com amostras dispostas entre duas superfícies formadas por membranas permeáveis que são inseridas na terra. Após duas semanas, as substâncias produzidas pelas bactérias foram estudadas como culturas de antibióticos que se desenvolveram, naturalmente, no solo.

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Publicado em Ciência Médica

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