ZIKA

Cientistas descobrem molécula que pode atuar como remédio contra zika

A descoberta se baseia em numerosos experimentos de química computacional e posteriores testes experimentais com ratos realizados pela Universidade de Hong Kong.

  • EFE/ Sebastião MoreiraEFE/ Sebastião Moreira
EFE/ Sebastião Moreira

Pesquisadores espanhóis da Universidade Católica San Antonio de Murcia (UCAM) descobriram que uma molécula utilizada até agora como antibiótico pode ser usada como um potente remédio para combater as consequências do vírus da zika.

Os cientistas, pertencentes ao Grupo de Pesquisa UCAM BIO-HPC, trabalharam para encontrar um fármaco eficaz contra a doença desde que foi descoberta, há um ano, a estrutura molecular de proteínas implicadas na replicação do vírus, que é transmitido pela picada de um mosquito, segundo um comunicado da universidade.

A descoberta se baseia em numerosos experimentos de química computacional e posteriores testes experimentais com ratos realizados pela Universidade de Hong Kong.

Os pesquisadores detectaram um antibiótico que anteriormente foi receitado para combater infecções nosocomiais, ou seja, aquelas contraídas nos hospitais, e que agora as equipes da UCAM e de Hong Kong patentearam para tratar a zika.

Os testes com o composto novobiocina tiveram sucesso em ratos, com uma eficácia de 100% de cura, razão pela qual agora só é preciso refinar a dose que seria necessária em humanos para conseguir o mesmo resultado.

“Trata-se de um medicamento retirado do mercado porque perdeu sua potência como antibiótico, mas que sabemos que pode ser aplicado em humanos”, destacou o pesquisador José Pedro Cerón.

Já foram descobertos outros fármacos aprovados pelas autoridades americanas contra a doença, mas até agora só se tinha comprovado a eficácia em modelos animais de um deles, o sofosbuvir, empregado no tratamento da hepatite C, que tem um preço muito elevado, segundo explicou Helena de Haan, da mesma equipe de pesquisa.

O vírus da zika começou a propagar-se massivamente em 2015 pela América Latina e pelo Caribe por meio da picada de mosquitos do gênero Aedes infectados com o vírus, e acarreta riscos especialmente para o feto no caso de contágio de mulheres grávidas.

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Publicado em Ciência Médica

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