ZIKA

Cientistas descobrem anticorpos que protegem contra a zika

Os cientistas identificaram os anticorpos em testes com ratos suscetíveis ao zika. Os animais foram infectados com a doença para depois terem os anticorpos gerados por eles coletados.

  • mas infoEFE/EUA CARIBE SHM13 SAN JUAN (PUERTO RICO), 15/10/2014.- Imagen de varios mosquitos Aedes Aegypti en el laboratorio del departamento de Entomología del Centro para el Control y Prevención de las Enfermedades (CDC), en San Juan (Puerto Rico0. Este es el mosquito que transmite las enfermedades del dengue y chikungunya, entre otras. Científicos de los CDC ultiman una "trampa" para este mosquito transmisor del chikunguña, un virus que llegó a América hace tan sólo diez meses y ha infectado ya a cientos de miles de personas y provocado la muerte de más de un centenar de personas sólo en el Caribe. El chikungunya es una enfermedad vírica transmitida al ser humano por mosquitos notificada por vez primera en el sur de Tanzania en 1952 para la que no hay vacuna ni tratamiento. EFE/Thais LlorcaEFE/Thais LlorcaEFE/Thais Llorca
EFE/Thais Llorca

Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos encontrou anticorpos que podem nos proteger especificamente contra o vírus da zika, indicou um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista especializada “Cell Press”.

A pesquisa, realizada por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, no estado do Missouri, representa um grande avanço no diagnóstico e na cura da doença.

A nova descoberta ajudará a aprimorar e antecipar o diagnóstico da infecção, tratamentos baseados em anticorpos e, inclusive, possibilita o desenvolvimento de uma vacina para o vírus da zika.

Um dos maiores desafios representados pela zika é quando há o cruzamento com outras doenças, como a dengue e o chamado Vírus do Nilo Ocidental. Nesses casos, os anticorpos gerados para proteger o organismo da zika se tornam ineficazes. Por isso, os laboratórios têm que realizar exames muito caros para confirmar a infecção.

Os cientistas identificaram os anticorpos em testes com ratos suscetíveis ao zika. Os animais foram infectados com a doença para depois terem os anticorpos gerados por eles coletados.

Os pesquisadores separaram seis anticorpos gerados pelos ratos e quatro deles foram efetivos para evitar a infecção de zika ou para desenvolver um tratamento para a doença em outros animais.

Apesar de todo o experimento ter sido realizado com ratos, os cientistas garantiram que podem fazer o processo em humanos sem nenhuma necessidade. O próximo passo, inclusive, é identificar em que etapa da gestação os anticorpos são mais efetivos para fornecê-los com segurança às mulheres grávidas.

As consequências do contágio da zika incluem más-formações congênitas, como a microcefalia. Além disso, a doença foi relacionada a outros transtornos neurológicos, como a Síndrome de Guillain-Barre.


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Publicado em Ciência Médica

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