EPILEPSIA

Cientistas criam modelo matemático que localiza foco de crise epiléptica

Segundo os pesquisadores, graças a este estudo está sendo desenvolvido um sistema automatizado e objetivo que evita interpretações subjetivas dos registros.

  • mas infoEFE/EUA-CARIBE SHM32 - NUEVA YORK (NY, EEUU), 03/05/2010.- El neurólogo y director del centro especializado en epilepsia pediátrica, Steven Wolf, explica los pasos de la compleja y pionera cirugía que promete acabar con los ataques de epilepsia de la adolescente de origen mexicano Jennifer Flores hoy, lunes 3 de mayo 2010, en el hospital Beth Israel, en Nueva York (EEUU). Los doctores del hospital Beth Israel de Nueva York, pasada esta semana, volverán a intervenir a Jennifer para extraer de manera definitiva la masa que hasta ahora provocaba los ataques a la joven y en el margen de una semana podrá volver a casa y tras diversos controles retomar su vida.EFE/Miguel RajmilCientistas criam modelo matemático que localiza foco de crise epiléptica
Cientistas criam modelo matemático que localiza foco de crise epiléptica

Científicos de um hospital espanhol desenvolveram um modelo matemático que analisa a atividade cerebral para localizar as áreas nas quais se originam e propagam as crises epilépticas.

O trabalho, publicado na revista “Clinical Neurophysiology“, transforma os registros eletroencefalográficos (EEG) em modelos matemáticos que explicam as crises dos pacientes, permitindo delimitar a área do cérebro para ser removida na cirurgia para evitar sequelas no paciente e abre um caminho para prevenir as crises.

A pesquisa analisou 50 crises epilépticas localizadas no lobo temporal de sete pacientes resistentes a medicamentos. O responsável pelo estudo foi Adrià Tauste, dirigido por Rodrigo Rocamora, da Unidade de Epilepsia do Hospital del Mar, em Barcelona, centro de referência na Europa, e do Centro de Pesquisa em Cognição e Cerebral (CBC), da Universidade Pompeu Fabra (UPF).

A eletroencefalografia permite registrar a atividade elétrica da zona cerebral onde acontece a crise epiléptica graças a microelétrodos implantados no cérebro, uma técnica usada em casos muito complexos de epilepsia.

Engenheiros e neurologistas que participaram deste estudo aplicaram um algoritmo matemático que traduz em números os registros obtidos na eletroencefalografia e com os números obtêm uma imagem que, sobreposta à ressonância magnética do paciente, localiza o foco epilético.

Até agora, os médicos determinavam o foco a partir de interpretação subjetiva dos padrões visuais dos registros e a sua experiência.

Segundo os pesquisadores, graças a este estudo está sendo desenvolvido um sistema automatizado e objetivo que evita interpretações subjetivas dos registros.

Segundo Rocamora, há décadas os resultados de tratamentos cirúrgicos da epilepsia fracassam em alguns pacientes devidos à complexidade das conexões neurais e as limitações das técnicas cirúrgicas.

“O benefício mais imediato desta nova técnica é que a localização objetiva do foco epilético permite otimizar as estratégias cirúrgicas.

Delimitar melhor a área de resseção ajudará o cirurgião e reduzirá a possibilidade de erros, o que evita a crise ao paciente. Atualmente, isto é conseguido em 60% ou 70% dos casos, conforme o tipo de epilepsia da pessoa, explicou.

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