CORONAVÍRUS

Cientistas chineses afirmam ter desenvolvido cura para novo coronavírus

Os remédios são o resultado da pesquisa de científicas da Universidade Fudan de Xangai (China) sobre esta doença que ontem vitimou duas pessoas na Coreia do Sul, país de onde procede o único caso de infecção detectado na China até agora.

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Cientistas chineses afirmam ter desenvolvido cura para novo coronavírus

Em meio a um surto de coronavírus na Coreia do Sul, cientistas chineses afirmam ter desenvolvido dois compostos químicos que poderiam curar os pacientes com a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) ou novo coronavírus e proporcionar tratamento de emergência aos grupos de risco, informou nesta quarta-feira o jornal oficial “Global Times”.

Os remédios são o resultado da pesquisa de científicas da Universidade Fudan de Xangai (China) sobre esta doença que ontem vitimou duas pessoas na Coreia do Sul, país de onde procede o único caso de infecção detectado na China até agora.

Os pesquisadores da Fudan garantem que um anticorpo chamado m336, desenvolvido em conjunto com a rede de Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, eliminou o vírus quase instantaneamente nos testes de laboratório. Além disso, trabalharam em outro composto, o HR2P-M2, que poderia ser usado em grupos de alto risco, como as equipes médicas e familiares em contato com os pacientes, para reduzir o risco de contágio. O HR2P-M2 poderia ser aplicado também às pessoas infectadas com o coronavírus, para reduzir a emissão de partículas viróticas.

“Se as autoridades e os pacientes de MERS aceitarem usar o m336 e o HR2P-M2 para tratamento de emergência, isso poderia salvar suas vidas”, disse Jiang Shibo, diretor da equipe por trás destes compostos químicos, em declarações ao “Global Times”.

Jiang destacou que há “poucas” possibilidades de um surto de MERS na China.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o momento, não há provas de uma transmissão sustentada do vírus entre humanos.

Coreia do Sul suspende aulas em mais de 200 escolas por surto de coronavírus

Mais de 200 centros educativos da Coreia do Sul decidiram suspender as aulas para prevenir a propagação do surto da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), o novo coronavírus, anunciou o Ministério da Educação do país asiático nesta quarta-feira.

No total, 230 creches e colégios fecharam temporariamente suas portas pelo alerta gerado pelo vírus, o que representa 1% dos 20 mil centros educativos de todo o país, informou o Ministério da Educação em comunicado.

Além disso, as autoridades sul-coreanas informaram que foram confirmados cinco novos contágios de MERS no país, o que eleva para 30 o total de casos até agora, com duas mortes.

Dos 230 centros educativos que suspenderam suas aulas, a grande maioria – 184 – estão localizados na província de Gyeonggi, nos arredores de Seul, que abriga o hospital onde foi detectado o primeiro contágio, enquanto na capital apenas uma escola primária foi fechada.

As autoridades de saúde sul-coreanas não revelaram dados sobre os outros hospitais onde pacientes com a MERS estão sendo tratados para evitar que o pânico se alastre em seus arredores.

Nesse contexto, a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, convocou hoje uma reunião de emergência de seu gabinete para analisar a situação, segundo a agência local “Yonhap”.

O Exército, por sua vez, tomou medidas para evitar a propagação da doença em suas fileiras, entre elas a imposição do regime de quarentena para soldados com sintomas que possam estar relacionados com o vírus e a criação de uma equipe de resposta a emergências, à qual se somarão no sábado outras quatro especializadas em epidemiologia.

Além disso, os recrutas que prestam serviço militar não poderão tirar folga, até segunda ordem, nem receber visitas de seus familiares, enquanto os treinamentos dos reservistas foram adiados, informou o Ministério da Defesa.

A inquietação pelo surto na Coreia do Sul se intensificou após a confirmação ontem das duas primeiras mortes pelo vírus, uma mulher de 58 anos e um homem de 71.

O MERS, que alcançou seu auge há aproximadamente um ano em vários países do Oriente Médio, tem uma mortalidade de 40%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e não pode ser combatido com vacinas ou tratamentos, embora seu contágio também não seja fácil, pois exige um contato muito direto.

Em torno de 1.160 pessoas em 24 países foram confirmadas como portadoras do vírus MERS-CoV desde que o mesmo foi detectado pela primeira vez na Arábia Saudita, em 2012.

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