CÂNCER DE MAMA

Cientistas acham 15 novas mutações que aumentam risco de ter câncer de mama

A pesquisa eleva a 90 a quantidade de “hot-spots” (pontos quentes) do DNA humano nos quais a variação do código genético está ligada ao desenvolvimento da doença.

  • mas infoUK OUT PAP50 - 20000626 - LONDON, UNITED KINGDOM : Handout photo of a double-helix structure of DNA. At the press conference in London Monday 26 June 2000, it was announced that the working draft of the genetic Book of Humankind has been read. The Wellcome Trust, Sanger Centre and international partners which make the Human Genome Project, the international project to identify all the genes of the human body, has completed the initial stage of work and the information has been given freely to the world. EPA PHOTO PA/MATTHEW FEARN/hhFoto: EPA/MATTHEW FEARNFoto: EPA/MATTHEW FEARN
Foto: EPA/MATTHEW FEARN

Cientistas britânicos identificaram 15 novos pontos do DNA cuja mutação aumenta o risco de desenvolver câncer de mama, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista “Nature Genetics”.

A pesquisa eleva a 90 a quantidade de “hot-spots” (pontos quentes) do DNA humano nos quais a variação do código genético está ligada ao desenvolvimento da doença.

Para elaborar o estudo, foram analisados os materiais genéticos de mais de 120 mil mulheres descendentes de europeus, algumas das quais desenvolveram a doença e outras não.

Os dados recolhidos permitiram identificar 15 novos polimorfismos de nucleótido simples (SNP, em inglês) -variações de uma só base do DNA-, que disparam o risco de desenvolver esse tipo de câncer.

“Estamos nos aproximando de um momento no qual podemos começar a estabelecer qual é o risco herdado de uma mulher de desenvolver câncer de mama a partir de testes para diversas variações genéticas”, disse Montserrat García-Closas, professora do Institute of Câncer Research e co-autora do estudo.

A pesquisadora ressaltou que o achado pode facilitar o desenvolvimento de novos testes para avaliar o risco de desenvolver câncer, ao acrescentar uma nova categoria de marcadores sobre os quais fazer os testes.

“Cada um desses marcadores individuais tem um pequeno efeito sobre o risco de desenvolver a doença, mas combinando a informação de muitos deles poderíamos identificar com precisão quais mulheres podem desenvolver câncer de mama e implementar estratégias para preveni-lo”, disse García-Closas.

O professor da Universidade de Cambridge Doug Easton, que liderou a investigação, afirmou que a descoberta “é um novo passo adiante para montar o quebra-cabeça do câncer de mama”.

“Apresenta informações sobre como e por que o risco de desenvolvê-lo pode ser herdado. Os marcadores genéticos que encontramos podem nos ajudar a tomar medidas preventivas nas mulheres que mais necessitam”, afirmou Easton.

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Publicado em Ciência Médica

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