EBOLA

Cientista descobridor do ebola acredita que crise pode durar mais um ano

O microbiologista belga que em 1976 descobriu o ebola, Peter Piot, afirmou que prevê que pode passar um ano até que a epidemia do vírus na África possa ser controlada, em declarações que a “BBC” divulgou nesta quarta-feira.

  • mas info- (ESTADOS UNIDOS), 05/08/2014.- Imagen facilitada hoy 5 de agosto de 2014 por el Centro para el Control y Prevención de Enfermedades (CDC) estadounidense que muestra el virus del Ébola. El Departamento de Salud Pública (CPH) de la ciudad de Columbus (Ohio) confirmó hoy que se investiga un posible caso de ébola en una mujer de 46 años internada en un hospital local después de regresar a Estados Unidos de un viaje por África Occidental. EFE/Frederick A. Murphy **SÓLO USO EDITORIAL**Imagem microscópica do vírus ebola. Foto: DivulgaçãoImagem microscópica do vírus ebola. Foto: Divulgação
Imagem microscópica do vírus ebola. Foto: Divulgação

O microbiologista belga que em 1976 descobriu o ebola, Peter Piot, afirmou que prevê que pode passar um ano até que a epidemia do vírus na África possa ser controlada, em declarações que a “BBC” divulgou nesta quarta-feira.

Piot, que lidera o departamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) que administra a resposta à epidemia, disse que acredita que a doença irá se expandir até o fim de 2015. Embora já tenha alcançado seu pico na Libéria e provavelmente “nas próximas semanas” em Serra Leoa, é possível que o atual surto tenha “uma sequela muito, muito longa e acidentada”.

“A epidemia do ebola ainda está muito presente. Ainda há gente que morre, novos casos são detectados. Devemos estar preparados para um esforço longo e sustentado, provavelmente durante todo o ano de 2015”, afirmou à “BBC”.

O diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres comemorou os avanços feitos no controle da doença e se mostrou otimista sobre os novos tratamentos antivirais, apesar de advertir que levará um tempo para o desenvolvimento de vacinas.

“Foram estabelecidos centros de atendimento em todo o país, com ajuda britânica. Já não vemos essas cenas em que as pessoas morriam na rua”, explicou, para acrescentar que simples tratamentos com fluidos intravenosos e antibióticos conseguiram reduzir a taxa de letalidade da doença a uma a cada três pessoas.

Sobre as vacinas, levarão mais tempo, mas é preciso produzi-las “para quando haja outra epidemia ou para caso esta se alargue”, advertiu o cientista, que descobriu o ebola durante uma missão com uma equipe ao Zaire, a atual República Democrática do Congo.

A epidemia de ebola, que surgiu em dezembro de 2013 e afeta, sobretudo, Serra Leoa, Libéria e Guiné, na África Ocidental, causou a morte de 7.533 pessoas, segundo dados da OMS.

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Publicado em Ciência Médica     Doenças e Tratamentos

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