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Doença de Chron

Brasileiros atribuem inflamações intestinais a “vermes” ou “viroses”

Sintomas como diarreias, dores e sangramentos podem indicar doenças cada vez mais crescentes na América Latina

Doença de Chron. EFE/AbbvieDoença de Chron. EFE/Abbvie

Aproximadamente dois terços dos brasileiros associam diarreias e dores de barriga, mesmo que frequentes, a fatores generalizados, como vermes, viroses, nervosismo ou alimentos mal-preparados. Apenas 6% da população estava alerta para causas mais graves: câncer e doenças inflamatórias, como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Chron.

Além disso, cerca de 25 milhões de brasileiros apresentam os sintomas citados frequentemente, sendo que os tratamentos mais comuns são: medicamentos caseiros (38%), ir aos postos de saúde (27%) ou ingerir remédios sem prescrição médica (25%). Os dados são de recente pesquisa realizada pelo instituto Datafolha.

Essa falta de conhecimento sobre os problemas intestinais pode ser muito grave, num contexto em que as doenças inflamatórias crescem a cada ano na América Latina. Em evento realizado em São Paulo, o especialista mexicano Jesús Yamamoto, presidente da organização pan-americana de combate às DII’s (Pancco), afirmou que os índices das doenças vêm aumentando muito em países como México, Brasil, Argentina e Chile.

“Dados de hospitais de diversos países latino-americanos mostram que o problema está se estendendo a lugares onde antes eram irrelevantes”, afirmou. No hospital em que trabalha, os aumentos são constantes a cada ano.

DII’s

Os dois principais casos de doenças inflamatórias intestinais são a Doença de Chron e a Retocolite Ulcerativa. A primeira normalmente forma úlceras na transição entre os intestinos delgado e grosso, podendo causar sangramentos, anemia e bolsas que acumulam pus. Frequentemente diagnosticada entre jovens, tem como sintomas cólicas, perda de peso, diarreias e febre.

Já a Retocolite Ulcerativa envolve a formação de úlceras no reto e no cólon, sendo marcada por diarreias, dores abdominais, sangramentos retais e urgência para evacuar.

O motivo para o surgimento das doenças ainda não é conhecido, embora elas sejam mais comuns em locais desenvolvidos economicamente. “As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que, quanto mais desenvolvida a região, maior sua prevalência. São doenças de centros urbanos”, afirmou o gastroenterologista especializado em DII’s, Flávio Steinwurz, no encontro médico.

Entretanto, existe a suspeita de que certos hábitos podem favorecer o surgimento das doenças. Além do fator genético, uma dieta rica em produtos industrializados, carne vermelha e alimentos que ferem a mucosa podem ser responsáveis pelo crescimento da doença em países emergentes, já que o desenvolvimento econômico propicia mudanças no estilo de vida.

Por outro lado, a poluição crescente, a vacinação e a ingestão de flúor vindo da rede de abastecimento de água também levantam indícios para a epidemia que já age sobre países ocidentais, como o Canadá, onde as DII’s afetam cerca de 250 mil pessoas.

Distribuição das DII’s no mundo. EFE/Abbvie/Pancco

O que fazer?

Ao notar a frequência de determinados sintomas, sangramentos ou alterações no funcionamento do intestino, o paciente deve procurar um gastroenterologista, para que seja encaminhado o melhor tratamento.

As terapias atuais têm agido mais no sentido de propor vias naturais e biológicas do que a utilização de esteroides e a realização de cirurgias, comuns no passado.

Na oportunidade, o médico canadense Mark Silverberg declarou que a atenção para esses males deve ser enorme, pois eles atacam bem no momento de construção da vida. “Dos 15 aos 35 anos, as pessoas estão planejando suas carreiras, conhecendo o mundo, envolvendo-se afetivamente. Um problema intestinal pode comprometer a vivência desses momentos e a qualidade de vida”, alerta.

Silverberg ainda destaca que “as pessoas têm vergonha em falar dos sintomas, pois eles envolvem regiões íntimas do corpo, que ainda são um tabu”. Contudo, é necessário não se omitir, a fim de “evitar desconfortos na vida sexual, pessoal e afetiva”.

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