FEBRE AMARELA

Brasil registra 20 mortes por febre amarela desde julho de 2017

Dos vinte casos de morte, 11 foram no estado de São Paulo, 7 em Minas Gerais e um no Rio de Janeiro, todos na região sudeste do país, onde o maior número de casos foi registrado.

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EFE/Sebastião Moreira

O Brasil registrou 35 casos e 20 mortes foram confirmadas por febre amarela de julho de 2017 até janeiro deste ano, de acordo com dados apresentados nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, que se recusou a falar sobre um novo surto no país e garantiu que o país tem vacinas para imunizar toda população.

Dos vinte casos de morte, 11 foram no estado de São Paulo, 7 em Minas Gerais e um no Rio de Janeiro, todos na região sudeste do país, onde o maior número de casos foi registrado.

Houve também outra morte em Brasília e outras “estão sendo investigadas e consideradas como suspeitas”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, durante coletiva de imprensa na capital brasileira.

Entre o número de mortes contabilizados, seis foram registrados em 2018.

Casos confirmados

Quanto aos casos confirmados, 20 foram em São Paulo, 11 em Minas Gerais, três no Rio de Janeiro e um em Brasília, enquanto 290 foram descartados e 145 ainda estão sendo investigados.

O Ministério da Saúde contabilizou os novos casos desde julho do ano passado, quando declarou-se sinal de emergência de saúde causada por um surto de febre amarela que afetou toda a região sudeste do Brasil, entre dezembro de 2016 e agosto de 2017 com 260 mortes e cerca de 800 casos confirmados.

No entanto, apesar do alarme gerado neste ano em alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde se convive com grande dificuldade para conseguir vacina, o ministério se recusou a falar sobre um novo surto e disse que se trata apenas de “um aumento na incidência da circulação viral”.

“No momento, não estamos falando de um surto, estamos falando de um aumento na incidência contido nesses estados”, ressaltou Nardi.

Questionado sobre o estoque total de vacinas que o Brasil detém, o secretário não revelou um número específico, mas afirmou que existem doses “suficientes” para imunizar “a população brasileira inteira, se necessário, de forma fracionada”.

Ele também lembrou que hoje “não há necessidade de uma campanha” a nível nacional e que “todas as análises” apontam que os novos casos de febre amarela registrados desde julho do ano passado são de natureza selvagem, transmitidos pelas espécies de mosquito Haemagogus e Sabethes, presente em áreas arborizadas. Quanto a transmissão urbana, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, Zika e Chikungunya, não há casos no Brasil desde 1942.

Diante do risco de expansão, alguns estados como São Paulo anteciparam a campanha de vacinação fracionada, prevista para 3 de fevereiro, para 29 de janeiro. A campanha pode ser estendida ao Rio de Janeiro e à Bahia com a intenção de imunizar cerca de 20 milhões de pessoas.

Vacina fracionada

A estratégia de vacinar de forma fracionada é aplicar doses menores da vacina padrão, que garantem a proteção durante pelo menos dois anos e não durante toda a vida, como ocorre quando a dose total é aplicada.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia de fracionamento tem o objetivo de “alcançar um maior número de populações imunizadas, contendo assim a expansão do vírus”.

O estado de São Paulo foi incluído hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista de regiões que só recomenda a visita de pessoas já vacinadas contra a febre amarela.

A secretaria estadual de saúde de São Paulo disse que, desde janeiro de 2017, houve 21 mortes em todo o estado, mas não especificou o número exato de óbitos desde agosto – quando a emergência de saúde terminou – até as primeiras semanas de 2018.

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