PÍLULA CONTRA O CÂNCER

Brasil realizará provas para validar pílula para tratar o câncer

Apesar aos relatos de pacientes sobre os efeitos curativos da substância, a Anvisa alega que não pode autorizar a distribuição de uma medicina até que as provas clínicas demonstrem sua eficácia e sua segurança.

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Brasil realizará provas para validar pílula para tratar o câncer

O governo brasileiro anunciou hoje que realizará as provas para validar a segurança e a eficácia da fosfoetanolamina sintética, a substância base da polêmica pílula anticancerígena e que está ocasionando debates entre várias instâncias, além de reivindicações de pacientes nos tribunais de justiça do Brasil para conquistar a liberação da pílula.

A fosfoetanolamina foi distribuída gratuitamente durante mais de uma década, até que as autoridades sanitárias a proibiram pelo menos até que seja homologada pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa).

Diferentes juízes do país estão em favor dos litigantes, obrigando a USP a fornecer a substância.

O assunto foi discutido hoje entre vários pesquisadores e o ministro brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, quem no final do encontro anunciou um plano de trabalho para as provas que podem validar a molécula e recursos para financiar o projeto.

O ministro disse que encomendou para um grupo de trabalho integrado por especialistas e investigadores, para a próxima segunda-feira (16), a entrega de um cronograma preliminar do processo de validação.

Segundo Pansera, o grupo, do que também farão parte integrantes do Ministério da Saúde e da Anvisa, tem como propósito elaborar um calendário que garanta que os prazos legais estabelecidos pelos órgãos reguladores sejam cumpridos em até no máximo 18 meses.

“Queremos uma estratégia comum do governo, que envolva os ministérios de Ciências e Saúde, assim como a Anvisa, já que a legislação estabelece uma série de prazos que demoram”, assegurou o funcionário citado no comunicado do Ministério.

O ministro acrescentou que o governo destinará 10 milhões de reais (2,6 milhões de dólares) nos próximos dois anos para financiar as provas clínicas, ou seja, com pacientes.

Para facilitar os trabalhos, o governo encomendará os estudos a laboratórios que já têm convênios com o Ministério de Ciência e Tecnologia, assim como a instituições públicas como o Instituto Butantan, maior produtor de vacinas do Brasil.

A decisão atenderá aos pedidos dos pesquisadores que desenvolveram a substância, que alegaram a falta de interesse da Anvisa em autorizar as provas que podem transformar a molécula em um remédio promissor contra o câncer.

Apesar aos relatos de pacientes sobre os efeitos curativos da substância, a Anvisa alega que não pode autorizar a distribuição de uma medicina até que as provas clínicas demonstrem sua eficácia e sua segurança.

“Há alguns princípios que não podemos deixar de lado, que são a segurança do paciente que vai a usar o remédio e a eficácia do mesmo. Temos a obrigação de verificar isso cientificamente”, afirmou Pansera.

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