Aids

Brasil extrai de soja transgênica composto contra a aids

Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu uma tecnologia que permite extrair de sementes de soja transgênica uma proteína presente nas algas e que já se mostrou capaz de evitar que o vírus da aids ataque as células vaginais das mulheres.

  • mas infoBRA50 - ITUMBIARA (BRASIL), 23/06/04.- Foto de archivo (13/03/03) de un campo de soja en el interior del estado brasileño de Goias, en la ciudad de Itumbiara. Brasil y China llegaron a un acuerdo, el lunes 21 de junio, para normalizar las exportaciones de soja brasileña al mayor país asiático, que eran vetadas desde abril pasado por presentar contaminación con fungicidas, informaron fuentes oficiales. El acuerdo, que levanta el embargo que China impuso a las principales exportadoras brasileñas de soja, fue logrado en Pekín por una comisión del gobierno brasileño, dijeron en Brasilia portavoces del Ministerio de Agricultura. China, que en los dos últimos meses prohibió el desembarque de al menos 23 cargamentos de soja brasileña al alegar que estaban contaminados con fungicidas, es el mayor importador mundial de ese producto y sus compras crecen cada año. EFE/ARCHIVO/Weimer CarvalhoEFE/ARCHIVO/Weimer CarvalhoEFE/ARCHIVO/Weimer Carvalho
EFE/ARCHIVO/Weimer Carvalho

Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu uma tecnologia que permite extrair de sementes de soja transgênica uma proteína presente nas algas e que já se mostrou capaz de evitar que o vírus da aids ataque as células vaginais das mulheres.

A tecnologia permite obter em nível comercial a cianovirina, uma proteína que cientistas americanos identificaram em algas do tipo azul-verde (Nostoc ellipsosporum) mas cuja produção nas plantas marinhas não é suficiente para garantir o desenvolvimento de remédios.

Um gel desenvolvido a partir da cianovirina, que deve ser aplicado na vagina antes das relações sexuais, já foi comprovado que combate a transmissão do vírus HIV e que impede a multiplicação do vírus HIV no corpo humano.

A tecnologia para produzir a proteína na soja transgênica, desenvolvida por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi destaque na última edição da revista científica internacional “Science”.

“Estávamos trabalhando para chegar a esta etapa há cinco ou seis anos. Conseguimos acumular uma grande quantidade de cianovirina na soja transgênica e purificar a substância”, afirmou o especialista Elíbio Rech, pesquisador da Embrapa, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o cientista, a soja transgênica é até agora a fábrica biológica mais eficaz e mais viável para produzir a proteína em longa escala.

O projeto brasileiro, iniciado em 2005 e que conta com a colaboração do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e da Universidade de Londres, pretende desenvolver um gel com propriedades antivirais que as mulheres possam usar para evitar o contágio da aids quando não utilizarem preservativos.

“O nosso foco é principalmente a África, onde grande parte das mulheres são contaminadas com HIV pelos parceiros. Na cultura de muitos países o uso do preservativo não é respeitado. Com esse produto a mulher não precisa da opção do homem em querer usar ou não, ela mesmo pode se prevenir” explicou o especialista.

A tecnologia brasileira prevê o desenvolvimento de uma soja geneticamente modificada onde será introduzido um gene que induz a planta a produzir em grande escala a proteína em suas sementes.

Os cientistas da Embrapa testaram a produção da cianovirina a partir de plantas de tabaco e de culturas de bactérias e de fermentos, mas o uso da soja transgênica se mostrou mais viável.

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Publicado em Ciência Médica

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