MUDANÇA DE SEXO

Argentina estuda habilitar hospital para operações de mudança de sexo

Em declarações à rádio “La Red”, o vice-ministro explicou que o executivo de Cristina Kirchner “está regulamentando uma lei que dá uma série de direitos às pessoas que querem mudar de sexo”.

  • mas infoGRA145. SEVILLA, 28/06/2014.- Una de las pancartas de la manifestacion unitaria, que ha salido del Palacio de San Telmo en Sevilla, con motivo de la jornada reivindicativa del Día del Orgullo Gay, Lésbico, Transexual y Bisexual, que se celebra hoy. EFE/PACO PUENTESFoto: EFE/PACO PUENTESFoto: EFE/PACO PUENTES
Foto: EFE/PACO PUENTES

O governo argentino estuda habilitar um hospital público para realizar operações de mudança de sexo e evitar, dessa forma, as “intervenções cirúrgicas ilegais”, informou nesta quarta-feira o vice-ministro de Saúde, Daniel Gollan.

Em declarações à rádio “La Red”, o vice-ministro explicou que o executivo de Cristina Kirchner “está regulamentando uma lei que dá uma série de direitos às pessoas que querem mudar de sexo”.

Gollan afirmou que a ideia do projeto é “evitar práticas e intervenções cirúrgicas ilegais”.

“É um lugar onde temos que pôr fortemente o olho”, afirmou o vice-ministro de Saúde, ao apontar que o governo “habilitaria um hospital público para que não terminem injetando silicone industrial e morram em consequência disso”.

“São cerca de 20 mil pessoas que devem ser protegidas com a lei de Identidade de Gênero, evitando uma série de procedimentos em busca de sua identidade que às vezes não são adequados”, acrescentou.

A iniciativa do Ministério argentino de Saúde se soma à apresentada por uma legisladora de Buenos Aires, que causou rebuliço na terça-feira ao ser divulgada na imprensa local.

O projeto da legisladora portenha kirchnerista María Rachid, em conjunto com a Federação Argentina de lésbicas, gays, bissexuais e trans (FALGBT), propõe o pagamento de um subsídio mensal de oito mil pesos (R$ 2.350) a transexuais com mais de 40 anos.

Rachid defendeu o projeto argumentando que os transexuais de meia idade são “sobreviventes”.

“A vida média dos transexuais é de 35 a 40 anos, pois vivem em uma situação de extrema marginalização, impossibilitados de se inserirem no mercado de trabalho”, justificou a legisladora.

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Publicado em Saúde de Gênero

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