CÂNCER DE MAMA

Anvisa aprova medicamento para tipo mais comum de câncer de mama

Já comercializado nos EUA e na Europa, Ibrance (palbociclibe) é indicado para mulheres com tumores que crescem em resposta ao estrogênio e não estão relacionados à proteína HER2.

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A Pfizer acaba de anunciar a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o medicamento Ibrance (palbociclibe), uma terapia inovadora para o tratamento de mulheres com câncer de mama avançado do tipo estrogênio receptor positivo (ER+) e HER2- . Ou seja, são pacientes com tumores que crescem em resposta ao hormônio estrogênio e não estão relacionados à proteína HER2. Há mais de 10 anos não se ouvia falar em um tratamento inovador de primeira linha para esse tipo de câncer, que representa a maioria dos casos de tumores mamários.

Por representar um avanço importante no tratamento do câncer de mama e ser uma alternativa terapêutica única em cenários sem outras opções, Ibrance foi incluído na lista de medicamentos de revisão prioritária do Food and Drug Administration (FDA) já em 2014, recebendo aprovação logo depois nos Estados Unidos, em fevereiro de 2015, dois meses antes do previsto. O medicamento também está licenciado na União Europeia, desde 2016.

“A aprovação de Ibrance representa um passo muito importante para as brasileiras, como forma de aproximá-las de uma terapia inovadora que tem sido amplamente utilizada em outros países”, diz o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia. “Se no passado as perspectivas eram limitadas para essas mulheres, hoje podemos pensar em um cenário de controle da doença e de manutenção da qualidade de vida, mesmo quando o diagnóstico ocorre em estágio avançado, uma situação que é comum no Brasil”, completa.

Ibrance está indicado em combinação com o fármaco letrozol como tratamento de primeira linha para pacientes em pós menopausa que não receberam tratamento sistêmico anterior para a doença em estágio avançado e em associação com fulvestranto como segunda linha para mulheres em pré ou pós menopausa com câncer de mama avançado nas quais a doença tenha progredido durante ou após terapia endócrina.

Metástase

O diagnóstico precoce é importante para reduzir o risco de metástase em mulheres com câncer de mama, mas até 30% das pacientes evoluem com progressão da doença e aparecimento de metástases mesmo que a enfermidade tenha sido detectada precocemente¹, o que evidencia a importância de opções terapêuticas capazes de satisfazer essa necessidade médica e beneficiar as pacientes.

Ibrance é um agente-alvo oral que inibe seletivamente quinases dependentes de ciclina (CDK4 e CDK6), o que possibilita recuperar o controle do ciclo celular e bloquear a proliferação das células tumorais. O medicamento representa, ainda, a continuidade dos investimentos da Pfizer no desenvolvimento de tratamentos contra o câncer de mama, um trabalho iniciado com Aromasin, medicação aprovada nos Estados Unidos em 2007 e, no Brasil, em 2009.

Estudos Clínicos

Os dados de eficácia e segurança de palbociclibe foram coletados a partir de um amplo programa de desenvolvimento clínico composto por estudos robustos: PALOMA-1, que serviu de base para a aprovação acelerada de Ibrance pelo FDA, em 2015, além de PALOMA-2 e PALOMA-3.

Sobre o câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres, tanto no Brasil como no mundo, respondendo por 22% dos novos casos de câncer no País a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em países em desenvolvimento como o Brasil, um maior número de pacientes recebe o diagnóstico da doença em uma fase já avançada. Os dados mais atualizados do INCA sobre esse problema são de 2013, quando 14.388 pessoas morreram no País por causa da doença. Na América Latina, a cada ano, são diagnosticados 150 mil novos casos de câncer de mama metastático, dos quais mais de 40 mil evoluem para o óbito

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