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COLO DO ÚTERO

Anvisa aprova medicamento para câncer de colo do útero avançado

Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de sobrevida global e sobrevida livre de progressão sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença.

Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a nova indicação do medicamento Avastin (bevacizumabe) para o tratamento da doença, o que dará aos pacientes diagnosticadas com câncer de colo do útero uma nova opção de tratamento no Brasil.

Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de sobrevida global e sobrevida livre de progressão sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença.

A aprovação foi baseada nos resultados de estudo que demonstrou que a manutenção do bevacizumabe associado à quimioterapia, ofereceu benefícios de aumento de sobrevida para pacientes com câncer de colo do útero metastático, persistente ou recorrente.

“Houve redução de 26% no risco de morte e aumento de 30% na sobrevida global das pacientes tratadas com a combinação bevacizumabe mais quimioterapia versus as que receberam apenas quimioterapia”, de acordo com informações do laboratório Roche, responsável pelo medicamento.

Para o médico Paulo Mora, oncologista do Instituto Nacional do Câncer (INCA), esta é uma “opção valiosa para as pacientes com câncer de colo do útero avançado, um cenário onde a escassez de opções terapêuticas destaca ainda mais os benefícios do protocolo”.

O câncer de colo do útero atinge mulheres jovens no Brasil, com idade média de 49 anos.

Dados do Globocan mostram que a mortalidade para esta doença no Brasil é quase duas vezes maior do que em países desenvolvidos e de acordo com dados do INCA, estima-se que no Brasil ocorram mais de 5 mil mortes por ano decorrentes do câncer de colo do útero e que, por ano, sejam diagnosticados mais de 15 mil novos casos da doença.

O câncer de colo do útero é o terceiro mais incidente no Brasil, e tem sua maior incidência na região norte do país. Está à frente, inclusive, de outros tipos mais comentados, como o de mama.

A médica Angélica Nogueira, oncologista e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos avaliou esta como “a primeira vez após quase dez anos que uma droga alvo-específico mostrou benefício em sobrevida global em câncer de colo do útero abrindo novas perspectivas para pacientes em sua maioria jovens e com possibilidades terapêuticas muito restritas”.

Em 2010 o FDA (agência que controla medicamentos e remédios nos EUA) anunciou que o remédio Avastin, que bloqueia o crescimento dos vasos sanguíneos que levam os nutrientes e oxigênio necessários para o tumor, não tem eficácia no tratamento do câncer de mama ao qual era recomendado anteriormente. No Brasil não há esta contraindicação.

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