MALÁRIA

Antimalárico desenvolvido no Brasil é premiado e pode auxiliar no tratamento de crianças

O antimalárico “ASMQ” está sendo produzido no Brasil e na Índia, graças à transferência de tecnologia ao país asiático.

  • mas infoPXA03. CALCUTA (INDIA), 05/08/2010.- Un operario coloca muestras de sangre en una clínica de malaria, en Calcuta, el 5 de agosto de 2010. La corporación municipal de Calcuta ha tomado medidas para combatir el incremento de casos de malaria. EFE/Piyal AdhikaryFoto: EFE/Piyal AdhikaryFoto: EFE/Piyal Adhikary
Foto: EFE/Piyal Adhikary

Um modelo inovador de Pesquisa e Desenvolvimento resultou em um novo medicamento contra a Malária, elaborado no Brasil e recebeu recentemente o prêmio FINEP de Inovação na categoria Tecnologia Social. O antimalárico “ASMQ” está sendo produzido no Brasil e na Índia, graças à transferência de tecnologia ao país asiático.

O medicamento combinou em dose fixa dos componentes químicos “artesunato e mefloquina” de tratamento mais simples contra a malária e foi registrado como bem público, não patenteado, no Brasil em 2008. Em 2010, a transferência de tecnologia Sul-Sul entre Farmanguinhos e a Cipla, na Índia, facilitou a implantação do ASMQ em todo o mundo.

O medicamento também faz parte da Lista de Medicamentos Essenciais (LME) para crianças e adultos da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda na África, resultados de um estudo divulgado ontem revelam o potencial de tratamento do AMSQ contra a malária em crianças de até cinco anos no continente.

Os resultados de um estudo divulgado nos Estados Unidos também revelam o potencial de tratamento em crianças de até cinco anos na África.

A iniciativa foi da instituição “Medicamentos para Doenças Negligenciadas América Latina” (Dndi, pelas siglas de Drugs for Neglected Diseases initiative). O consórcio para o desenvolvimento do antimalárico ASMQ, uma parceria da DNDi e do laboratório farmacêutico Farmanguinhos/Fiocruz, articulou o trabalho de parceiros que, conectados, funcionaram como um laboratório virtual.

“O Prêmio FINEP é o reconhecimento de um modelo inovador de gestão capaz de transformar a realidade de cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo que sofrem de doenças classificadas como negligenciadas por meio da pesquisa e de desenvolvimento de novos tratamentos”, disse Eric Stobbaerts, Diretor Executivo da DNDi América Latina.

Seu conjunto de componentes transformadores aplicados entre institutos de pesquisa, programas nacionais de controle da malária, agências regulatórias, indústria farmacêutica e organizações sem fins lucrativos e organismos internacionais fortalecem a capacidade de resposta de países em desenvolvimento para seus próprios desafios na área da saúde.

“Este modelo, focado nas necessidades dos pacientes e não em uma lógica de mercado, funciona em parceria com o próprio mercado, por meio da indústria, a sociedade civil e os governos”, acrescentou.

O Prêmio FINEP de Inovação incentiva e contempla instituições, empresas e pessoas físicas por iniciativas, produtos e projetos implantados no Brasil, estimulando o desenvolvimento nacional por meio da inovação. Criado em 1998, o prêmio é conferido em etapa regional e nacional. A cerimônia de premiação acontece hoje no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.

Sobre a Malária

Desde 2000, um progresso notável foi feito na luta contra a malária. A OMS, contudo, ainda estima 207 milhões casos por ano, com 627 mil mortes atribuídas à doença -86% das quais de crianças menores de 5 anos de idade. Na região americana, o número estimado de casos de malária é de 1,1 milhões, com 1.100 mortes atribuídas à doença, sendo que 29% seriam crianças menores de 5 anos.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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