HIV

Anticoncepcionais injetáveis aumentam risco de contrair vírus da aids

A análise se baseou em 12 estudos realizados na África Subsaaariana que tiveram a participação de mais de 39.500 mulheres que utilizavam anticoncepcionais injetáveis.

  • mas infoepa000228079 (FILES) A files photograph showing a doctor testing the blood of an AIDS sufferer and HIV carrier in the Sexual Transmitted Desease & AIDS Prevention and Control Centre of Beijing You'an Hospital on 12 May 2004. Recently Chinese state council released a document on China HIV/AIDS Containment, Prevention and Control Action Plan. EPA/-Foto: EPAFoto: EPA
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As mulheres que utilizam o Depo-Provera, um anticoncepcional hormonal injetável que previne a gravidez durante três meses, têm mais risco de se contaminarem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), apontou um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica “The Lancet”.

A análise se baseou em 12 estudos realizados na África Subsaaariana que tiveram a participação de mais de 39.500 mulheres que utilizavam anticoncepcionais injetáveis.

A pesquisa sugere que o uso deste tipo de anticoncepcional aumenta em 40% a possibilidade de contrair o vírus em comparação com as mulheres que utilizam outros métodos anticoncepcionais ou nenhum método.

“Embora estatisticamente este número seja significativo, este valor representa somente um aumento moderado no risco relativo”, afirmaram os autores, que garantiram que “esta análise não oferece uma conclusão absoluta porque nenhum dos 12 estudos individuais o fez”.

Este risco parece ser menor entre as mulheres da população geral (se reduz para 31%) do que entre as que já correm alto risco de contrair o HIV, como as prostitutas.

No entanto, o número limitado de estudos que existem sobre mulheres de alto risco ainda deixa muitas incógnitas para este subgrupo.

“A elevação moderada do risco observado no estudo não é suficiente para justificar uma retirada completa do Depro-Provera na população geral”, advertiu Lauren Ralph, autor principal da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

“Proibir este método significaria deixar sem alternativas muitas mulheres que não têm acesso imediato a outras opções anticoncepcionais eficazes”, justificou Ralph.

Além disso, afirmou o autor, “esta medida poderia causar mais gravidezes indesejadas, e como o parto continua pondo em perigo a vida de muitas mulheres em países em vias de desenvolvimento, poderia aumentar a mortalidade delas”.

Neste sentido, os cientistas destacaram a importância de encontrar “com urgência” a evidência clara da relação entre os anticoncepcionais hormonais injetáveis e o risco do vírus do HIV nas mulheres de alto risco.

Cerca de 144 milhões de mulheres no mundo todo utilizam anticoncepcionais hormonais, 41 milhões delas métodos injetáveis e 103 milhões tomam a pílula anticoncepcional oral.

O aumento do risco das mulheres de contrair o HIV levou as pesquisas a se aprofundarem na as últimas duas décadas, mas ainda não há resultados conclusivos.

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Publicado em Ciência Médica

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