ALZHEIMER

Anti-inflamatório pode tratar sintomas de demência e Alzheimer

Embora a comunidade científica pesquise há muito tempo o papel da proteína tau na demência, ainda se sabe pouco do processo pelo qual se acumula no cérebro, causando a toxicidade que leva à doença.

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O salsalato, um remédio anti-inflamatório indicado para o tratamento da dor leve ou moderada, especialmente a artrites reumatoide, poderia servir para tratar os sintomas da demência ou do Alzheimer, segundo publicou nesta segunda-feira a revista “Nature Medicine”.

Uma equipe do centro americano Gladstones Institutes, liderada por Li Gan, descobriu que o remédio “reverte a disfunção relacionada com a proteína tau (que se associa a essas duas doenças) em um modelo animal de demência frontotemporal”.

Em seu experimento com ratos, os cientistas descobriram que o salsalato “preveniu o acúmulo de tau no cérebro e protegeu contra incapacidades cognitivas parecidas às que se apreciam no caso do mal de Alzheimer e na demência frontotemporal”.

Segundo explicam na revista, o salsalato inibe a acetilação da proteína tau, um processo que a torna mais tóxica e que induz os processos neurodegenerativos e os déficits cognitivos.

A administração do fármaco rebaixou os níveis de tau no cérebro dos ratos, “recuperando os danos à memória e protegendo contra a atrofia do hipocampo”.

“Pela primeira vez, identificamos um enfoque farmacológico que reverte todos os aspectos da toxicidade de tau”, assegurou Gan.

“Os efeitos protetores do salsalato se produziram apesar de ter sido administrado quando a doença já tinha aparecido, o que indica que poderia ser uma opção eficaz de tratamento”, disse Gan.

Embora a comunidade científica pesquise há muito tempo o papel da proteína tau na demência, ainda se sabe pouco do processo pelo qual se acumula no cérebro, causando a toxicidade que leva à doença.

“Tratar a acetilação de tau poderia ser uma nova estratégia terapêutica contra as patologias tau dos humanos, como o mal de Alzheimer e a demência frontotemporal”, completou Eric Verdin, outro dos autores do estudo.

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