Aids

Aniversário de São Paulo: cidade registra mais de 86 mil casos de aids

Com mais de 11 milhões de habitantes, a cidade de São Paulo, que comemora hoje seus 461 anos, teve desde 1980, quando aconteceu o primeiro registro da doença, 86.112 casos de aids.

  • mas infoBRA11 - SAO PAULO (BRASIL), 01/12/04.- Un gran lazo rojo cubre hoy, miércoles 1 de diciembre, el ayuntamiento de Sao Paulo (Brasil), en commemoración del Día Mundial de la lucha contra el Sida. Un estudio divulgado hoy en São Paulo muestra que el número de muertes por SIDA en el Estado está cayendo desde 1996. Conforme datos de la Fundación Sead, en 2003, 3.626 personas murieron víctimas de la enfermedad, mientras que en 2002 fueron 3.852. En 96 fueron 7.269 muertes a causa del VIH. Sin embargo, en Brasil el SIDA continúa creciendo. EFE/Caetano BarreiraEFE/Caetano BarreiraEFE/Caetano Barreira
EFE/Caetano Barreira

Com mais de 11 milhões de habitantes, a cidade de São Paulo, que comemora hoje seus 461 anos, teve desde 1980, quando aconteceu o primeiro registro da doença, 86.112 casos de aids, é o que afirma a Agência de Notícias da Aids.

Em nota apresentada pela Agência nesta manhã, que buscou levantar dados reveladores do cenário atual da doença no município, a epidemia atinge majoritariamente pacientes do sexo masculino.

Desde 1980, a cidade registrou mais de 86 mil casos de aids, e desses, 72,1% em homens, o que confirma o crescimento de novos casos ser maior na população masculina. Entre 1997 e 2010, São Paulo tinha duas notificações da doença em homens para uma mulher, continua a nota, mas em 2013 essa relação passou de dois para três homens para cada uma mulher.

Esse aumento está relacionado com o crescimento da “epidemia entre os homens que fazem sexo com homens (HSH), especialmente na faixa etária de 13 a 29 anos”, de acordo com o último boletim epidemiológico da cidade.

A transmissão (HSH) representou 47% dos casos do sexo masculino em 2012, enquanto que em 2008, essa taxa era de 39,3%

A Agência afirma que São Paulo vive hoje uma epidemia de HIV/aids concentrada, e apresenta “populações-chave” que têm seus números de contágio aumentando: como profissionais do sexo e usuários de drogas. Ainda segundo o boletim epidemiológico, no ano de 2013 foram notificadas 2.130 pessoas com aids, o que representa 18,6 casos para cada 100 mil habitantes, entretanto os casos notificados de HIV sem aids somaram 2.300.

Embora não sejam considerados “populações-chave”, os afrodescendentes também estão entre os mais vulneráveis, continua o document: “Para cada 100 mil habitantes, foram diagnosticados pelo município 39,7 casos de HIV entre as pessoas da negras em 2010, contra 18 casos em brancos”.

Já em relação aos dados mais recentes sobre transmissão vertical, ou seja, a infecção passada de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação, em São Paulo, são de 2013 segundo o levantamento da Agência.

Entre 2000 e 2013, o município notificou 6.341 gestantes HIV positivo

Aproximadamente 9% das grávidas infectadas tinham menos de 20 anos e, neste período, foram notificadas 5.750 crianças expostas ao HIV materno, ou seja, nascidas de mãe infectada ou que tenham sido amamentadas por mulheres com HIV.

A transmissão vertical é a principal categoria de exposição do HIV em crianças, representando 90% dos casos.

A Agência relembra que a meta mundial era “erradicar essa forma de contágio até 2015, mas ela não foi alcançada até o momento e os dados indicam que não será”.

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Publicado em Saúde sexual

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