ALZHEIMER

Alzheimer, a demência que assombra a terceira idade

O Alzheimer é uma doença lenta e progressiva que afeta diretamente o cérebro e leva a degradação e morte dos neurônios.

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Alzheimer, a demência que assombra a terceira idade

Em todo o mundo existem cerca de 47 milhões de indivíduos acometidos pela demência e, a cada ano, surgem 9.9 milhões de novos casos.  Hoje, a principal causa de demência na terceira idade é a doença de Alzheimer (DA), responsável por 60% e 70% dos casos, indicam dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Brasil, o Alzheimer já atinge 1.2 milhão de pessoas de acordo com a Academia Brasileira de Alzheimer.

Com o aumento da expectativa de vida no país, estima-se que a população acima dos 65 anos cresça nos próximos anos. O que contribui para que a sociedade como um todo e a classe médica dediquem mais atenção ao Alzheimer. Este que já é considerado um dos grandes problemas de saúde pública mundial.

Dr. Paulo Caramelli, neurologista e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais explica que um dos sinais mais comuns do Alzheimer é a perda da memória recente, na qual o indivíduo tem dificuldade de guardar fatos ocorridos no dia-dia, porém episódios do passado algumas vezes são preservados.

“A doença possui três fases (leve, moderado e grave) e existem situações em que o paciente esquece o nome de pessoas, objetos, palavras e, dependendo do estágio que se encontre, há uma mudança de comportamento mais acentuada com sinais de depressão, apatia e agressividade. A demência causada pelo Alzheimer tem consequências no físico, psicológico e social do indivíduo”.

O Alzheimer é uma doença lenta e progressiva que afeta diretamente o cérebro e leva a degradação e morte dos neurônios, causando um comprometimento da função cognitiva, ou seja, um impacto na memória, linguagem, orientação, compreensão e pensamento. No início, algumas áreas são atingidas e num período de dez anos todo cérebro é acometido pela patologia. Além disso, pode ocorrer degradação do controle emocional e social.

Uma boa notícia para o tratamento da patologia no Brasil é a chegada da primeira memantina gotas disponível mercado nacional.  Trata-se de uma solução oral indicada para a doença de Alzheimer de moderada à grave e que age diretamente na progressão dos sintomas da doença. Entre os diferenciais da terapia está a posologia que ajuda aos pacientes que possuem dificuldades de deglutição. O que favorece a adesão ao tratamento.

Qualidade de vida e Família

Com o avançar do Alzheimer, o paciente torna-se cada vez mais dependente de cuidadores e familiares, tendo a necessidade de estar sempre acompanhado em sua rotina diária. Desde a hora que acorda, durante as refeições, na realização da higiene pessoal e nos momentos de lazer, sempre deve ter alguém próximo para auxiliar. Por este motivo, o especialista destaca a importância dos familiares para entender e ajudar seu ente querido nesta fase delicada em que a memória está se perdendo.

Na maioria das vezes, os cuidadores fazem parte do seio familiar, são cônjuges, filhos (as), netos (as), noras e genros. Para todos, é necessário que haja paciência, dedicação e amor, pois os indivíduos acometidos pela doença não fazem ideia da gravidade do problema e não conseguem ter autonomia.

Estimular a conversa, a realização de jogos de memória e a interação diária são fundamentais para o bem viver. O esforço coletivo  é a maneira mais adequada para possibilitar uma melhor qualidade de vida para esses pacientes.

Perda de massa muscular na Terceira Idade

A perda de massa muscular (sarcopenia) é um dos principais problemas que atinge as pessoas na terceira idade. O que pouca gente sabe é que a sarcopenia tem um impacto direto na independência de muitos indivíduos, pois essa condição gera a perda de massa, força e função dos músculos, especialmente nos membros superiores e inferiores.

De acordo com levantamento (2016) realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em parceria com o laboratório Apsen, 79% dos brasileiros não perceberam a diminuição de massa muscular nos últimos cinco anos.

A sarcopenia é uma condição natural do envelhecimento e todas as pessoas terão algum dia. Mas, por ser silenciosa e progressiva, especialistas alertam sobre a importância do cuidado preventivo e como é fundamental buscar o fortalecimento muscular para diminuir o risco de quedas, fraturas e internações entre as pessoas da melhor idade.

Para a Myrian Spinola Najas, nutricionista, diretora do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) e professora da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da UNIFESP, no começo, a maioria dos indivíduos não percebe o impacto da perda muscular e os primeiros sinais são associados à falta de energia, vitaminas, cansaço típico da idade, flacidez ou falta de mobilidade, por isso, dificilmente desconfiam ou relacionam à condição.

“Embora seja um problema muito comum, poucos têm conhecimento sobre a sarcopenia e nem imaginam as consequências da perda muscular. O sedentarismo e alimentação inadequada, por exemplo, podem agravar a condição. Para minimizar impacto da perda de massa muscular na qualidade de vida , recomendamos a adesão de  atividade física diária, uma alimentação saudável, equilibrada e com quantidade adequada de proteínas, além da utilização de suplementos nutricionais objetivando, quando necessário, o desenvolvimento de massa muscular”, destaca Najas.

O uso da suplementação nutricional é um aliado no combate a sarcopenia. Entre as opções disponível no Brasil, destaca-se o Extima que possui peptídeos bioativos de colágeno BodyBalance™.

Quando associado a atividade física, o suplemento auxilia o ganho da massa magra corporal, da força muscular e a redução da gordura corporal, contribuindo diretamente no combate à perda muscular. Um estudo publicado no British Journal of Nutrition revelou que o uso dessa suplementação associado a três meses de prática física favorece para o crescimento da força muscular equivalente à quantidade perdida em uma década.

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