ESCLEROSE MÚLTIPLA

Agosto: mês para se conscientizar sobre a esclerose múltipla

A doença atinge de 15 a 20 habitantes entre 100.000 e afeta principalmente os jovens de 20 a 40 anos, com uma predileção pelas mulheres.

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Foto: Stock.Xchng/Divulgação

É comemorado hoje, sexta-feira (28), o Dia de Conscientização sobre Esclerose Múltipla, uma oportunidade para discutir e falar mais sobre esta importante doença neurológica que enfrenta inúmeros preconceitos e sofre com o desconhecimento de médicos e pacientes.

A Esclerose Múltipla atinge de 15 a 20 habitantes entre 100.000 e afeta principalmente os jovens de 20 a 40 anos, com uma predileção pelas mulheres.

A doença é uma inflamação no sistema nervoso que deixa múltiplas lesões endurecidas semelhantes a cicatrizes, podendo evoluir para deficiências motoras, da coordenação, da visão e do equilíbrio.

De causa ainda desconhecida, a enfermidade pode ser determinada por fatores genéticos e ambientais. Um dos maiores problemas da doença é que seus sintomas são facilmente confundidos com os de outras e o diagnóstico precoce é extremamente importante para que possa ser controlada.

“A esclerose múltipla acomete pessoas jovens, cheias de planos, que só estão no início da vida. Ela é crônica, imprevisível e não tem cura, e os portadores sentem como se um muro tivesse sido colocado no meio de seu caminho. Com o conhecimento e entendimento da doença, os pacientes, médicos e familiares podem ultrapassar esse obstáculo, continuando a vida da melhor forma possível e convivendo com a doença”, explicou Elizabeth Regina Comini Frota, neurologista da Associação Brasileira de Neurologia.

Segundo a especialista, a população brasileira tem poucas informações a respeito da doença, isso devido ao fato de que em nosso meio sua prevalência seja menor do que em países como Estados Unidos e Canadá, por exemplo. “Isso não a torna menos grave, por isso a população deve ser alertada”, alertou Frota.

“A discriminação também é muito presente no dia-a-dia dos portadores de Esclerose Múltipla”, assinalou a neurologista. “O preconceito é a pior parte da doença. Muitas pessoas produtivas e competentes estão trabalhando normalmente, mas tentam escondê-la, com medo de serem consideradas incapazes”.

Com informações de Chico Damaso

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