VIAGRA

Agência reguladora dos EUA aprova primeiro ‘viagra feminino’

A decisão foi tomada depois de um painel de especialistas ter recomendado a aprovação do medicamento em junho. As pequenas pílulas, de cor rosa, estarão disponíveis nas farmácias americanas a partir do dia 17 de outubro, com o nome comercial de Addyi.

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Agência reguladora dos EUA aprova primeiro ‘viagra feminino’

A Food and Drugs Administration (FDA), agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou nesta terça-feira a comercialização da flibanserina, o primeiro “viagra feminino” disponível no mercado, uma pílula criada para aumentar o desejo sexual da mulher.

A decisão foi tomada depois de um painel de especialistas ter recomendado a aprovação do medicamento em junho. As pequenas pílulas, de cor rosa, estarão disponíveis nas farmácias americanas a partir do dia 17 de outubro, com o nome comercial de Addyi.

“A aprovação de hoje fornece às mulheres consternadas por seu baixo desejo sexual uma possibilidade de tratamento aprovado”, afirmou a diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Remédios da FDA, Janet Woodcock.

O “viagra feminino” atua em três substâncias químicas essenciais para o cérebro. Aumenta a dopamina e a norepinefrina, diminui a serotonina, despertando assim a libido e o desejo sexual nas mulheres.

O remédio, que será comercializado pela Sprout Pharmaceuticals, é recomendado para mulheres na pré-menopausa que sofrem de uma desordem de anorexia sexual, ou seja, a perda repentina de qualquer desejo de praticar sexo.

“A FDA se esforça por proteger e promover a saúde das mulheres. Estamos comprometidos a apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina”, completou Woodcook em comunicado.

O medicamento foi alvo de debate durante vários meses. A Organização Nacional para a Mulher e outras associações feministas acusaram a FDA de estar submetendo o “viagra feminino” a mais avaliações do que os correspondentes masculinos.

Os principais responsáveis pelo atraso na aprovação foram os efeitos colaterais. O Addyi pode causar desmaios e diminuição da pressão arterial. Os riscos aumentam com o consumo de órgão. Além disso, o uso de outros remédios interfere na absorção do medicamento pelo organismo.

A FDA rejeitou em outras duas oportunidades o “viagra feminino”. Os painéis de especialistas concluíram que havia dúvidas sobre a segurança do remédio, e não consideravam que houvesse provas suficientes que comprovassem que o Addyi era eficaz para solucionar o problema de falta de desejo sexual das mulheres.

“O tratamento com Addyi só estará disponível através de profissionais de saúde e farmácia certificadas. Os pacientes e médicos devem compreender totalmente os riscos associados ao uso antes de considerar pela sua utilização”, concluiu Woodcock.

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Publicado em Saúde sexual

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