ZIKA VÍRUS

Aedes aegypti se transforma em inimigo publico número 1 do Paraguai

Segundo o governo, a alta infestação do mosquito no Paraguai, que fechou 2015 com 16.516 casos confirmados de dengue e cinco mortes por essa doença, se deve à grande proliferação de criadouros nas ruas e nas casas.

  • mas infoASU01. ASUNCIÓN (PARAGUAY), 19/01/2016.- Jose Paquier, funcionario del Servicio Nacional de Prevención del Paludismo (Senepa), dependiente del Ministerio de Salud de Paraguay fumiga hoy, martes 19 de enero de 2016, una vivienda en el Barrio Obreo de Asunción (Paraguay). El Gobierno paraguayo declaró la semana pasada la alerta epidemiológica a todo el país por la expansión de los virus del dengue, zika y chikunguña, y dispuso la ejecución de un plan de contingencia que obliga a todos los establecimientos sanitarios, tanto públicos como privados, a informar sobre los casos detectados. EFE/Santi Carneri EFE/Santi Carneri EFE/Santi Carneri
 EFE/Santi Carneri

O Paraguai declarou guerra a um mosquito: o aedes aegypti, que se transformou no inimigo público número um e eliminá-lo é a única forma de prevenir o contágio dos perigosos vírus da dengue, chikungunya e zika, que já se espalharam por vários países da América do Sul.

Segundo o governo, a alta infestação do mosquito no Paraguai, que fechou 2015 com 16.516 casos confirmados de dengue e cinco mortes por essa doença, se deve à grande proliferação de criadouros nas ruas e nas casas.

O mosquito cresce em todo tipo de recipiente abandonado ou que acumule água, de pneus a potes, de vasinhos de planta a garrafas, e assim se forma o espaço perfeito para que o temido mosquito se reproduza sem parar.

Para acabar com essa praga, diariamente, e quase de porta em porta, funcionários do governo tentam conscientizar à população desses perigos, uma campanha que não é nova para os paraguaios, que sofrem a dengue desde 2009, quando se instalou de forma endêmica no país.

Assim, grupos do Serviço Nacional de Prevenção da Malária (Senepa) se encarregam de localizar e eliminar os criadouros de uma área residencial de Assunção, que conta com bairros com mais de 50% de índice de infestação do mosquito, segundo o Ministério da Saúde.

“A recomendação básica é dedicar dez minutos por semana para procurar criadouros potenciais em casa e eliminá-los. Esvaziar vasos com água e eliminar qualquer possível recipiente do quintal, mas também se preocupar com o lixo na rua perto de casa, em terrenos baldios ou abandonados e avisar às instituições para que saibam onde devem ir limpar”, disse à Agência Efe Edgar Sanabria, chefe do Programa Nacional de Controle Vetorial da Dengue, vinculado ao Senepa.

No entanto, o funcionário admitiu que existe uma despreocupação da população e lembrou que essa falta de consciência favoreceu para que em 2013 acontecesse a maior epidemia de dengue da história do Paraguai. Ao todo, 150 mil casos e 252 mortes em um país de 6,7 milhões de habitantes.

“Sem água parada não tem mosquito e sem mosquito não tem dengue. Essa é a equação certa”, insistiu Sanabria, enquanto acompanhava funcionários do Senepa e do Ministério da Saúde pelas ruas da cidade.

Depois da autorização dos proprietários, eles entram, ajudam a limpar os quintais, dão conselhos e dicas e despejam produtos para eliminar o mosquito se for necessário. Na casa de Erwin Krone, por exemplo, não foi preciso. O aposentado afirmou se sentir orgulhoso de nunca ter tido dengue.

Sua receita consiste em fumegar um combinado natural de citronela e cedrón kapi’i, uma das ervas medicinais mais populares do Paraguai.

“Todos por aqui já tive dengue, mas nesta casa não deixamos entrar. Eu coloco esta fórmula no quintal e na casa e os mosquitos fogem desesperados”, contou, em tom bem-humorado.

Além da dengue, o Paraguai registrou 4.292 casos de chikungunya em 2015 e está em alerta, como o Brasil e outros países da região, com o vírus da zika, depois que entrou para a lista de 14 países do continente que os Estados Unidos desaconselham a viagem de mulheres grávidas. Isso devido à possível relação do zika com o nascimento de bebês com microcefalia.

“É uma guerra e temos que estar juntos. Nosso inimigo é o mosquito”, disse recentemente o ministro da Saúde do Paraguai, Antonio Barrios.

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