ALIMENTAÇÃO

Adoçantes são seguros e boa opção em dieta, segundo endocrinologista

“O adoçante é uma ferramenta importante para a redução do consumo de calorias e ideal para pessoas que precisam emagrecer ou não podem ingerir açúcar, como obesos e diabéticos, respectivamente”, afirmou a médica.

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Criticado por muitos nutricionistas, o edulcorante, mais conhecido como adoçante, é uma boa opção para quem quer manter ou perder peso, além de seguros, disse em entrevista à Agência Efe a endocrinologista Cintia Cercato.

“O adoçante é uma ferramenta importante para a redução do consumo de calorias e ideal para pessoas que precisam emagrecer ou não podem ingerir açúcar, como obesos e diabéticos, respectivamente”, afirmou a médica.

“Os edulcorantes são muito seguros. As substâncias passam por muitos testes e por uma avaliação científica rigorosa antes de serem aprovados para uso pela indústria”, defende.

“Os adoçantes são produtos de baixo teor calórico e, por isso, seu uso ajuda na prevenção do ganho de peso e na manutenção de uma vida saudável”, afirmou.

Usar adoçante pode desencadear câncer?

De acordo com a especialista, o uso de adoçante não causa câncer. “Esses mitos são provenientes de pesquisas realizadas em animais há várias décadas. Novas pesquisas, melhores e maiores, foram realizadas e não encontraram evidências científicas que inviabilize o consumo dos edulcorantes. Um comitê científico internacional de especialista avalia esses aditivos periodicamente e apresenta pareceres favoráveis à sua segurança”, explicou à Efe.

Há cinco meses, a revista científica “Nature” publicou um estudo polêmico que relacionava o uso de adoçantes a um maior risco de desenvolver intolerância à glicose, que pode desencadear o diabetes.

Para Cercato, essa pesquisa tem limitações no teste aplicado em humanos, pois não separou grupos de acordo com o tipo de alimentos consumidos diariamente pelos participantes da pesquisa. A metodologia pode gerar distorções nos resultados que, por sua vez, podem criar preocupações desnecessárias sobre o uso de adoçantes, que só são liberados após um período de quatro a cinco anos de testes.

Segundo a especialista, as doses diárias do produto podem ser controladas pelo consumidor de acordo com o “índice de Ingestão Diária Aceitável (IDA)”, que significa a quantidade máxima que uma pessoa deve consumir por dia de cada adoçante. Esse cálculo é individual feito a partir do peso do consumidor.

“A IDA é determinada por estudos que indicam níveis de consumo de cada edulcorante que não causam efeitos colaterais. Ainda assim, é muito difícil atingir o limite de consumo porque costuma ser bem alto”, explicou.

O cálculo da IDA individual para cada tipo de adoçante pode ser feito no site da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (Abiad). Uma pessoa de 70kg, por exemplo, pode consumir 92 saquinhos de aspartame por dia.

Existem vários tipos de adoçantes: além do aspartame, tem a sucralose, a sacarina, a estévia, entre outros. Todos podem ser incorporados à dieta, com um acompanhamento médico e controle alimentar, como indica Cercato.

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Publicado em Nutrição

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