SAÚDE E CIÊNCIA

“A saúde é um complexo industrial a ser explorado”, afirma ministro Aldo Rebelo

O ministro falou que “a saúde avançou muito graças aos esforços destes cientistas e também graças aos investimentos em tecnologia, pesquisa, ciência, inovação e equipamentos”.

  • “A saúde é um complexo industrial a ser explorado”, afirma ministro Aldo Rebelo
“A saúde é um complexo industrial a ser explorado”, afirma ministro Aldo Rebelo

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou que “a saúde, além de um serviço público essencial, é também um complexo industrial e de serviços que precisa ser examinado no Brasil e no mundo”, na última semana, durante o encerramento da Feira e Fórum Hospitalar que aconteceu em São Paulo, no Expo Center Norte, .

Rebelo defendeu que também é uma tarefa do Estado desenvolver a indústria de equipamentos e serviços de saúde, porém não diretamente, mas através de programas e projetos públicos.

O ministro falou que “a saúde avançou muito graças aos esforços destes cientistas e também graças aos investimentos em tecnologia, pesquisa, ciência, inovação e equipamentos”.

Rebele defende que a saúde é uma ciência que pode ser responsável por “ceifar milhares de vida” e “salvar vidas” e a tecnologia se soma a este processo para, por exemplo, produzir radiofármacos.

“O Brasil em breve terá condições de fabricar por conta própria os radiofármacos com o reator multipropósito que eu pedi à presidente Dilma, para incluir como programa do PAC”, disse o ministro.

Rebelo também defendeu os institutos de pesquisa brasileiros que para ele são de “elevada qualificação”.

“Nós temos também nas universidades importantes centros de pesquisa, temos pesquisadores de grande qualidade em áreas importantes. O sistema nacional de ciência e pesquisa recebe hoje muito mais recursos do que recebia no passado”, pontuou o ministro, que também contrapôs a situação atual das pesquisas em saúde no país, que segundo ele, não estão no nível desejado, “que é 2% do PIB”.

De acordo com Rebelo, esperar pelo investimento empresarial pode não ser a melhor escolha, pois o investimento em tecnologia é “essencialmente de risco”.

“O Estado pode correr esse risco”,  indicou o ministro, questionando que empresas privadas teriam investido no desenvolvimento da internet ou dos primeiros computadores na época de criação destas tecnologias que, hoje, são integradas na vida das pessoas, porém na época representavam investimentos de alto risco.

Rebelo aposta que as biotecnologias são a próxima área a ser explorada no desenvolvimento de novas pesquisas: “não existe lugar melhor no mundo para pesquisa biotecnologia do que o Brasil”, completando afirmando que “nós podemos nos mobilizar nesta área esforços de pesquisa e desenvolvimento que nenhum outro país pode fazer”.

Publicado em Ciência Médica

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?