TABACO

A OMS denuncia falta de impostos suficientes sobre o tabaco

A OMS ressaltou hoje a necessidade de que os países aumentem os impostos sobre o tabaco para reduzir o número de usuários com dependência, o que gerará problemas futuros para os sistemas de saúde pública.

  • mas infoROL04 MANILA (FILIPINAS) 31.05.08.: Un joven se enciende un cigarrillo durante el Día Mundial sin Tabaco, en Manila, Filipinas, el sábado 31 de mayo. La Organización Mundial de la Salúd (OMS) quiere animar a los gobiernos de todo el mundo a que impongan una prohibición total de la publicidad, promoción o patrocinio del tabaco. EFE/Rolex Dela PenaFoto: EFE/Rolex Dela PenaFoto: EFE/Rolex Dela Pena
Foto: EFE/Rolex Dela Pena

A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltou hoje a necessidade de que os países aumentem os impostos sobre o tabaco para reduzir o número de usuários com dependência, o que gerará problemas futuros para os sistemas de saúde pública.

Segundo o organismo da ONU, só 33 países, com uma população de 690 milhões de pessoas, cumprem esta recomendação e fixaram impostos de 75% do preço de um maço de cigarros, isso está indicado no relatório Epidemia Global do Tabagismo 2015 apresentado em Manila.

“Subir os impostos sobre os produtos do tabaco é uma das formas mais efetivas e mais rentáveis de reduzir o consumo de produtos nocivos”, disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.

A agência ressaltou que muitos países mantêm impostos baixos demais ao tabaco e seus derivados, e em algumas nações este tipo de taxa segue sem regulamentação.”Incito a todos os governos a levar em conta as provas, não os argumentos da indústria, e adotar melhores medidas para a saúde”, acrescenta Chan.

Por sua parte, o diretor do Departamento de Prevenção de Doenças não Transmissíveis da OMS, Douglas Bettcher, apontou na apresentação que está comprovado que este sistema de encarecimento do produto conduz a um menor consumo do mesmo.

“Números de países como China e França mostram que o aumento do preço do tabaco ligado a maiores impostos leva a um diminuição do tabagismo e das doenças relacionadas, como o câncer de pulmão”, disse Bettcher.

O estudo indica que das seis medidas de controle do tabaco recomendadas pela OMS, conhecidas como MPOWER, a de aumentar as taxas é a menos aplicada, já as outras medidas são vigiar o consumo e políticas de prevenção; proteger à população da fumaça do tabaco; assistência para deixar de fumar; campanhas de informação sobre os perigos do tabagismo; e proibição efetiva da publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

Bettcher manifestou que na atualidade pelo menos 2.800 milhões de pessoas estão protegidas por pelo menos uma medida de controle MPOWER, e acrescentou que é “uma conquista que é preciso realizar”.

As doenças relacionadas com o consumo do tabaco são uma das maiores ameaças à saúde pública, já que calcula-se que uma pessoa morre de uma dolência relacionada com o tabaco cada 6 segundos, o que equivale a umas 6 milhões de pessoas ao ano.

A OMS prevê que este número aumente até 8 milhões de mortes anuais para 2030, se não se adotam medidas para controlar a dependência.

O tabaco é também um dos quatro fatores de risco responsáveis em nível mundial de doenças não transmissíveis, como o câncer, cardiovasculares e pulmonares, e o diabetes.

Em 2012, estas doenças causaram a morte prematura de 16 milhões de pessoas menores de 70 anos.

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Publicado em Saúde e Bem-estar

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