SEPSE

Pesquisadores encontram biomarcador que pode prever sepse letal

O conhecimento deste indicador pode melhorar os futuros diagnósticos de sepse e auxiliar em tratamentos médicos destes casos

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Pesquisadores encontram biomarcador que pode prever sepse letal

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (8) na revista Science Advances comprovou a existência de um indicador que prevê a forma como o sistema imune responde em casos de sepse, uma inflamação que se produz no corpo quando o sistema imune ataca os próprios órgãos e tecidos.

Pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA) encontraram um biomarcador que indica se a sepse provocará a morte do paciente. Segundo os estudiosos, este conhecimento pode melhorar os futuros diagnósticos de doença e auxiliar em tratamentos médicos destes casos.

Trata-se de uma molécula chamada metiltioadenosina (MTA). Segundo os pesquisadores, a descoberta poderia ajudar os médicos a determinar se os pacientes necessitam um tratamento para reforçar ou para inibir o sistema imune.

“Com melhores biomarcadores, podemos ser capazes de agrupar os pacientes com sepse em categorias mais precisas para testar remédios de forma mais eficiente e inclusive ressuscitar antigas drogas”, considerou Dennis Ko, da Universidade de Duke.

Os pacientes com sepse costumam ser tratados com antibióticos e medidas relativas a germes, mas não à inflamação causada pela resposta imune, que muitas vezes é mais mortal que a infecção original.

Na pesquisa, Ko e seus colegas suspeitaram que os pacientes que morreram em decorrência da sepse tinham maiores níveis de MTA em seus corpos. Os cientistas calcularam que, em 80 % dos casos, a medição desta simples molécula indica uma eventual morte do paciente.

Os especialistas então se perguntaram se, ao manipular os níveis de MTA, seria possível modificar o curso da infecção. Eles utilizaram um modelo com ratos para testar a hiótese.

O resultado foi que que os ratos de laboratório infectados com salmonela viviam mais tempo quando a molécula lhes era fornecida antes de contrair a doença.

Ko, no entanto, advertiu que ainda há um longo caminho a percorrer se a intenção é utilizar MTA em tratamentos. Os especialistas ainda têm que determinar as doses e as formas nas quais se pode manipular a molécula, testes que serão feitos em animais muito antes de começar a provar sua utilidade em seres humanos.

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