DIA MUNDIAL DE COMBATE ÀS HEPATITES VIRAIS

28 de julho: dia de quebrar o silêncio contra as hepatites virais

Nesta terça-feira, 28 de julho, é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites, doenças infecciosas transmitidas por vírus, sendo, muitas vezes, silenciosas, isto é, a manifestação de sintomas é pouco percebida pelos pacientes.

  • 28 de julho: dia de quebrar o silêncio contra as hepatites virais
28 de julho: dia de quebrar o silêncio contra as hepatites virais

Nesta terça-feira, 28 de julho, é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites, doenças infecciosas transmitidas por vírus, sendo, muitas vezes, silenciosas, isto é, a manifestação de sintomas é pouco percebida pelos pacientes. Dores de cabeça, naúseas e febre podem ser alguns destes sintomas, que por serem comuns, são confundidos.

“Por isso é tão importante a consulta de rotina, exames de triagem, vacinas e estar atentos com a saúde”, segundo o médico hepatologista do hospital A.C Camargo Câncer Center, Rogério Alves.

Segundo o médico, os sintomas só começam a aparecer na fase avançada da doença, por isso é “fundamental” os exames de rotinas, e nesse estágio o fígado pode ser atingido, causando cirrose e até câncer.

Para isso, o médico indica a “sorologia” ou análise sanguínea através dos testes de Hepatite B e C, que são testes como os de diabetes, em que o sangue é colhido através de uma ‘agulhada’ no dedo indicador. Em dois minutos, o paciente já tem o diagnóstico se tem ou não a doença.

Alves alerta para fatores como controle do consumo de álcool e obesidade para prevenir as hepatites virais com bons hábitos de alimentação.

“A doença tem cura e tratamento médico; é só procurar se consultar rotineiramente. Hoje, no Brasil, temos 15% da população diagnosticada, índice que precisa aumentar”, comentou ao Efesaúde.

Para marcar a data mundial, o Ministério da Saúde brasileiro lançou ontem (27) um boletim epidemiológico, uma campanha de prevenção contra essas doenças e, ainda, anunciou um novo tratamento que será disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com três tipos de medicamentos que não estavam na profilaxia médica do Brasil. São eles: daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, que poderão ser usados no tratamento de cerca de 30 mil pessoas.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, com esse tratamento no SUS a partir de agosto, o Brasil se torna um dos primeiros países em desenvolvimento a incorporar esse novo tratamento. A incorporação do tratamento faz parte do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções.

“Estamos incorporando o que há de mais moderno no tratamento de hepatites virais (…) e iniciando uma nova etapa com o novo protocolo e medicamentos”, destacou o ministro durante a transmissão online do anúncio da campanha #HepatitesVirais. Segundo ele, a meta é ampliar a assistência a todos os tipos da doença, diminuindo as restrições impostas pelos tratamentos anteriores.

Aas hepatites virais, após diagnosticadas, tem tratamento médico disponibilizado nas unidades públicas de saúde de qualquer cidade brasileira e que vai depender do grau que se encontra em cada paciente. Como cuidados preventivos, contra a hepatite B há vacinação em três doses, que tem cobertura nacional acima de 97%, razão para índices menores de infecção abaixo d 15 anos, segundo o boletim do Ministério da Saúde.

Desde o ano passado, a vacina para hepatite A é ofertada para crianças entre 1 a 2 anos de idade incompletos. A hepatite C não tem vacina, mas também tem o teste parecido com o de diabetes que ajuda no diagnóstico. O hepatologista lembra que a incidência de hepatite C acontece mais em pessoas que antes de 1993 fizeram cirurgia ou transfusão de sangue, pois na época não existiam testes para identificar a doença.

Dados sobre Hepatites

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo cerca de 520 milhões de pessoas são portadoras da infecção pelos vírus das hepatites B e C. Um terço da população mundial – aproximadamente dois bilhões de pessoas – já foi exposta à hepatite B.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que a prevalência de hepatite B na população geral (10 a 69 anos) é de 0,37% nas capitais e no Distrito Federal. Já a incidência da hepatite C neste mesmo grupo é de 1,38% e vem caindo nos últimos anos.

Desde 2005, a hepatite A vem apresentando redução progressiva de 69,7% no número de casos. A hepatite A permanece concentrada em faixas etárias mais jovens. As crianças entre 5 e 6 anos de idade são as mais afetadas.

Por serem doenças silenciosas, que não apresentam sintomas até se tornarem graves, grande parte dos casos de hepatites virais não é diagnosticada precocemente, razão pela qual podem se cronificar. Isso ocorre em 70 a 80% das infecções e, em média, 20% delas podem evoluir para cirrose e de 1% a 5% para câncer do fígado, apontam dados epidemiológicos de 2012 apontados pelo Ministério da Saúde.

 A cirrose hepática está na origem de metade dos casos de hepatocarcinoma. Alves, esclarece que a cirrose, por sua vez, está associada ao alcoolismo ou à hepatite crônica, cuja causa mais comum é a infecção pelos vírus das hepatites B ou C.

Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. As infecções pelos vírus B e C também apresentam risco de desenvolvimento do tumor. Embora a cirrose esteja presente na maioria das vezes entre as pessoas com câncer de fígado decorrente da hepatite C, o mesmo não ocorre nos portadores da hepatite B que, caso se cronifiquem, podem apresentar tumor de fígado mesmo sem terem tido cirrose.

Tipos de câncer de fígado e tratamentos: a chance para o transplante

Os tumores de fígado podem ser divididos em dois tipos: câncer primário (que tem sua origem no próprio órgão) e secundário ou metastático (originado em outro órgão e que atinge também o fígado). O mais frequente, que ocorre em até 80% dos casos, é o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular. É um câncer agressivo que possui curto tempo de evolução. Como geralmente o tumor se encontra avançado quando é feito o diagnóstico, o tempo de duplicação do volume de massa é, em média, de quatro meses. Trata-se do quinto tipo mais frequente no mundo e a terceira causa de morte por câncer, levando a mais de 500 mil mortes por ano.

Para o tratamento do câncer de fígado, um grande número de procedimentos pouco invasivos é possível, bem como cirurgias para retirar a parte do fígado comprometida, além de tratamento quimioterápico. No entanto, como 95% dos pacientes com câncer de fígado tem cirrose hepática concomitantemente, a quimioterapia convencional se torna muito agressiva. A escolha do tratamento apropriado depende de uma série de características do paciente e de seu tumor.

Caso o paciente seja diagnosticado com tumor irressecável avançado ou não responda, uma das opções de tratamentos disponíveis do Brasil é o sorafenibe, terapia oral que pode aumentar a sobrevida em até quatro meses. Trata-se de um inibidor multiquinase, ou seja, que afeta o nível de atividade e função dos mecanismos envolvidos no crescimento e progressão de tumores. O sorafenibe combate tanto a angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor), quanto as células tumorais. Ao contrário do que acontece nos tratamentos convencionais, o medicamento oferece maior tolerabilidade e menos efeitos adversos, o que garante mais estabilidade e bem-estar ao paciente. A terapia também foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para tratar o câncer de rim e de tireoide.

O ganho de sobrevida proporcionado pelo tratamento com sorafenibe é fundamental para que o paciente possa entrar na fila por um transplante de fígado. Sendo que o transplante é, atualmente, o único meio de cura completa da doença.

Você sabe o que é uma hepatite viral?

As Hepatites virais são doenças que causam inflamação no fígado e nem sempre apresentam sintomas. Existem vários tipos de Hepatites, classificadas por letras do alfabeto: A, B, C, D e E. A doença pode evoluir e causar cirrose, câncer e até levar à morte.

Sintomas

Em geral, a doença é silenciosa. Mas quando já está em quadro avançado o paciente pode identificar sintomas como falta de apetite, sensação de mal-estar geral, náuseas, vómitos e, com frequência, febre.

Como descobrir e tratar?

Faça os testes, tome vacinas e consulte um médico de rotina para checar se tem ou não algum tipo de hepatite. É importante usar camisinha nas relações sexuais, exigir materiais descartáveis em qualquer atividade que leve objetos que possam ter contato com sangue.

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Fotos: Divulgação

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