AMAMENTAÇÃO

11 Mitos e verdades da amamentação

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade orienta a população sobre a conscientização da importância do alimento para a saúde dos bebês.

  • mas infoFRA01 MANILA (FILIPINAS) 21/06/07 : La filipina Rowena Reyes amamanta a su bebé en un hospital público en un suburbio de Manila, Filipinas, hoy jueves 21 de junio. La Organización Mundial de la Salud (OMS) y el Fondo de Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF) han advertido que la tasa de lactancia materna está cayendo en el este de Asia y el Pacífico y que esto supone 'una amenaza alarmante contra la supervivencia de los niños'. Anupama Rao Singh, director regional de UNICEF para el Este de Asia y el Pacífico, pidió a los gobiernos que apoyen las campañas de lactancia materna. EFE/Francis R. MalasigFoto ilustrativa. EFE/Francis R. MalasigFoto ilustrativa. EFE/Francis R. Malasig
Foto ilustrativa. EFE/Francis R. Malasig

A Semana Mundial do Aleitamento Materno, período entre 1 a 7 de agosto, traz em 2015 a discussão sobre o desafio de conciliar trabalho e amamentação. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) orienta e tira as principais dúvidas sobre o aleitamento materno, que além de nutrir, fortalece a relação entre mãe e bebê. Para o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Lima, o leite materno é essencial para o desenvolvimento saudável do bebê e deve ser o alimento exclusivo até os seis meses de idade.

A Semana Mundial ocorre em 120 Países e a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA) define a cada ano o tema a ser trabalhado na Semana, lançando materiais que são traduzidos em 14 idiomas.

Conheça os mitos e verdades sobre a amamentação:

  1. A criança pode ser amamentada até três anos de idade ou mais. VERDADE. Embora seja necessário introduzir outros alimentos após o sexto mês de vida, não há duração máxima para o aleitamento, sendo esta uma decisão da mãe.
  2. É necessária a higienização das mamas antes e depois do aleitamento com água e gaze. MITO. Não há necessidade de qualquer preparo da mama antes de oferecer o leite materno ao bebê.
  3. A química do cigarro e álcool podem ser transmitidas para o bebê pelo leite. VERDADE. Além do álcool e de substâncias presentes no cigarro, até mesmo medicamentos podem passar para o leite materno, e o uso de substâncias deve ser discutido com o médico de confiança.
  4. Terapias alternativas, como floral, podem influenciar na qualidade do leite. MITO. Não existem evidências científicas confiáveis sobre isso.
  5. Canjica e cerveja preta estimulam a produção de leite. MITO. Idem.
  6. O colostro, o primeiro leite após o nascimento da criança, é rico em anticorpos e importante para o bebê. VERDADE. O colostro tem papel importante na sade do bebê, pois transfere anticorpos da mãe para o bebê que podem protegê-lo de infecções enquanto seu sistema imunológico ainda está em formação.
  7. Cada mãe produz um tipo de leite diferente. VERDADE. O leite de cada mãe é produzido de acordo com suas características corporais e hábitos de vida.
  8. A alimentação e quantidade de água diárias influenciam na qualidade e quantidade de leite. VERDADE. O leite é elaborado a partir dos nutrientes ingeridos pela mãe.
  9. A produção de leite é hereditária, se a mãe não conseguiu amamentar, a filha também terá dificuldade. MITO. A produção de leite depende do estado de sade da mãe e da estimulação do bebê.
  10. A amamentação reforça o vínculo entre mãe e bebê. VERDADE. O ato de amamentar aproxima a mãe do bebê, e é importante na formação do vínculo entre eles.
  11. Amamentar dói. MITO. Embora em alguns casos a amamentação possa produzir algum incômodo inicialmente, essa queixa costuma desaparecer à medida que a mãe se acostuma. A persistência de dor pode significar algum problema e deve ser comunicada ao médico de confiança.

Quem é o médico de família e comunidade?

A medicina de família e comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, neurologia e ginecologia. O médico de família é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Ele acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e os poupando de intervenções excessivas ou desnecessárias.

É um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 90% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecficos e realizar aes preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da sade dos seus pacientes e da comunidade. Atualmente há no Brasil mais de 3.200 médicos com título de especialista em medicina de família e comunidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?